quarta-feira , 11 março 2026
Lar Últimas notícias Suspensão de entrega de termos de comparecimento em UPAs de Maceió gera críticas e pedidos de revogação
Últimas notícias

Suspensão de entrega de termos de comparecimento em UPAs de Maceió gera críticas e pedidos de revogação

Foto: Reprodução

Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió voltou a se manifestar, nesta terça-feira (17), sobre a decisão de suspender a emissão de termos de comparecimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geridas pela Prefeitura. Em nota, o órgão reforçou que continuará fornecendo atestados médicos e declarações de comparecimento apenas mediante recomendação médica, deixando claro que os documentos não serão entregues a quem agir de “má-fé”.

A suspensão da entrega desses termos tem gerado grande repercussão nos últimos dias. Segundo a SMS, a medida busca diminuir o número de pessoas que procuram as UPAs apenas para obter a declaração, o que estaria contribuindo para a superlotação das unidades e prolongando o tempo de espera por atendimento, especialmente neste período de alta demanda.

Em resposta à decisão, o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Cícero Filho, encaminhou um ofício ao secretário municipal de Saúde, Claydson Moura, solicitando a revogação imediata da medida. A Superintendência alertou que trabalhadores de baixa renda podem ser os mais impactados, com risco de demissões por falta de comprovação de presença nas unidades de saúde.

Como alternativa para reduzir o impacto da decisão e agilizar o processo de emissão, o superintendente sugeriu a adoção de declarações em formato digital e a capacitação de equipes administrativas.

Conselho Estadual de Saúde também contesta a decisão

O Conselho Estadual de Saúde de Alagoas (CES) também encaminhou um documento à SMS, pedindo a reconsideração da suspensão. O ofício, assinado pelo presidente do CES, Maurício Sarmento, expressou preocupação com o respeito ao direito universal à saúde, à dignidade dos usuários e aos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O CES destacou que a decisão foi tomada sem consulta ao Conselho Municipal de Saúde, o que, segundo o órgão, desrespeita dispositivos legais e éticos previstos na Lei nº 8.080/1990, que regulamenta o SUS. O Conselho citou ainda os artigos que garantem a universalidade, integralidade e equidade no atendimento, além da obrigatoriedade do registro formal dos cuidados prestados, incluindo a emissão de documentos como atestados e declarações.

O documento também reforçou a necessidade de que qualquer medida que afete o fluxo de atendimento da rede municipal de saúde seja previamente discutida e deliberada pelo Conselho Municipal, respeitando o princípio do controle social e a legalidade dos processos de gestão pública em saúde.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Secretaria de Saúde investiga caso suspeito de meningite em escola privada no Farol

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) informou, no início da...

Moto roubada é recuperada durante patrulhamento no bairro Manoel Teles, em Arapiraca

Uma motocicleta com registro de roubo foi recuperada pela Polícia Militar na...

Prévia do Pinto da Madrugada altera tráfego na orla de Maceió no sábado e domingo

O tradicional desfile do Pinto da Madrugada, reconhecido como Patrimônio Imaterial da...

MP de São Paulo recebe denúncia de homofobia contra participante do BBB

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu, nesta quarta-feira (4), uma...