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Simpósio na Santa Casa destaca integração no cuidado a pacientes com transtornos mentais

Evento reuniu especialistas para debater práticas mais humanizadas e integradas no atendimento psiquiátrico dentro de unidades hospitalares.

Foto: Santa Casa de Maceió

O Serviço de Psicologia da Santa Casa de Maceió promoveu, no último dia 28 de agosto, um simpósio voltado à prática clínica com pacientes psiquiátricos em contextos hospitalares. O evento reuniu profissionais de diversas áreas da saúde para discutir estratégias de cuidado mais éticas, integradas e humanizadas.

Com o tema “A práxis e seus desafios clínicos: o manejo clínico de pacientes psiquiátricos em hospital geral”, o simpósio aconteceu no Centro de Estudos da Santa Casa e teve início com falas do provedor Humberto Gomes de Melo e da coordenadora do Serviço de Psicologia da instituição, Thaysa Alencar. Em sua abertura, Thaysa destacou a importância da atuação multiprofissional no cuidado desses pacientes e o crescimento das demandas de saúde mental nos hospitais.

“Eles também adoecem e precisam ser acolhidos com a mesma atenção clínica que qualquer outro paciente. Nosso compromisso ético precisa estar presente diante desses desafios”, afirmou a coordenadora.

A programação contou com uma palestra da psiquiatra Layla Paiva, seguida de uma mesa-redonda mediada pela psicóloga Kelly Costa, que reuniu o médico André Peixoto, a psicóloga Claudiana Farias, o assistente social Felipe Castro e a enfermeira Amauisy Farias. O grupo compartilhou experiências e discutiu a importância da escuta qualificada e do trabalho em equipe para oferecer um atendimento completo e seguro.

“O paciente não chega apenas com um diagnóstico, mas com uma história de vida. É preciso enxergá-lo de forma ampla, por meio da colaboração entre as diferentes áreas”, ressaltou Kelly.

O encerramento ficou por conta da psicóloga Dayse Santos Costa, com atuação no Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Portugal Ramalho e CAPS AD da Uncisal. Ela defendeu a construção de protocolos menos burocráticos e livres de estigmas, apontando a urgência de uma abordagem mais sensível e qualificada.

“Pacientes psiquiátricos não devem ser vistos apenas por seus sintomas. É essencial enxergar o sujeito por trás da crise, com respeito, cuidado e acolhimento. Compartilhar essas experiências é fundamental para transformar práticas”, concluiu.

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