Foto: Reprodução
Na manhã desta quinta-feira (12), médicos e médicos-veterinários vinculados a instituições federais de ensino realizaram um protesto em frente à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió. O objetivo do ato foi cobrar do Governo Federal o cumprimento do acordo firmado ao fim da greve de 2024, especificamente no que diz respeito ao Projeto de Lei (PL) 1466/2025, que trata da reestruturação de carreiras e do reajuste salarial no serviço público federal.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), os profissionais da saúde foram prejudicados com a aprovação da Medida Provisória nº 1286/2024 e da Lei nº 15.141/2025, derivada do PL 1466. A coordenadora-geral do sindicato, Nadja Lopes, afirmou que os reajustes concedidos – 4,5% em 2025 e mais 4,5% em 2026 – ficaram abaixo dos índices pactuados, que seriam de 9% e 5%, respectivamente. “Estamos defendendo a isonomia entre os servidores”, declarou.
Durante a manifestação, os participantes exibiram faixas e entoaram palavras de ordem, denunciando o descumprimento do Termo de Acordo nº 11/2024. Além da redução no percentual de reajuste, outra queixa destacada foi a alteração na nomenclatura dos cargos nos sistemas oficiais, o que, segundo o Sintufal, gerou insegurança jurídica e afastou os profissionais do enquadramento legal adequado.
A mobilização recebeu apoio de reitores, entidades sindicais, conselhos profissionais e parlamentares, que apresentaram emendas no Congresso Nacional com o intuito de corrigir as distorções. O Sindicato dos Médicos também manifestou apoio à demanda por tratamento igualitário. Apesar disso, o impasse entre a categoria e o governo ainda não foi resolvido.

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