O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta terça-feira (26) que a parceria entre Pequim e Moscou representa o mais alto nível de estabilidade e relevância estratégica entre grandes potências globais, reforçando o compromisso sino-russo com um modelo de governança internacional mais equilibrado.
A declaração foi feita durante uma reunião em Pequim com Vyacheslav Volodin, presidente da Duma — a câmara baixa do Parlamento russo. Segundo comunicado oficial do governo chinês, Xi destacou a necessidade de aprofundar a confiança mútua, ampliar a cooperação em todas as áreas e alinhar os interesses dos dois países em defesa conjunta da segurança e do desenvolvimento nacional.
Além disso, Xi Jinping reforçou o papel da parceria na promoção de um novo equilíbrio global, sugerindo que China e Rússia unam esforços para mobilizar o chamado Sul Global — grupo de países em desenvolvimento — em favor de uma ordem internacional menos centrada nas potências ocidentais.
“Manter um alto nível de relação bilateral atende aos interesses fundamentais dos nossos povos e contribui para a estabilidade da paz mundial”, afirmou Xi, segundo a nota divulgada por Pequim.
Durante o encontro, Volodin transmitiu cumprimentos do presidente russo Vladimir Putin e reiterou que a cooperação bilateral tem se aprofundado com resultados significativos. A visita do líder legislativo russo ocorre num momento em que os laços entre os dois países ganham relevância geopolítica em meio a tensões internacionais, principalmente com os Estados Unidos e seus aliados.
A aproximação estratégica entre China e Rússia tem se intensificado desde o início da guerra na Ucrânia, com ambos os governos defendendo um mundo multipolar e resistindo a sanções e pressões externas. O apoio diplomático e econômico mútuo tem sido visto como um contraponto ao domínio ocidental nas decisões globais.
A reunião desta terça-feira reforça a linha adotada por Xi e Putin em encontros recentes, nos quais ambos os líderes têm enfatizado uma aliança de longo prazo que vai além do campo econômico e se estende ao militar, energético e diplomático.

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