quarta-feira , 11 março 2026
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Paraguai reforça fronteiras após operação no Rio e teme fuga de membros do Comando Vermelho

Após a Argentina, o Paraguai também anunciou medidas emergenciais de controle e vigilância nas fronteiras diante do risco de fuga de criminosos ligados ao Comando Vermelho.

Reprodução

O governo paraguaio determinou o reforço imediato da segurança na região leste do país, especialmente na tríplice fronteira, após a operação Contenção — megainvestida policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de uma centena de mortos. A ação busca evitar a entrada de integrantes do Comando Vermelho que possam tentar escapar da repressão no Brasil.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (29), o Conselho de Defesa Nacional (Codena) informou que emitiu um alerta de segurança para toda a faixa de fronteira entre Paraguai, Brasil e Argentina. Segundo o órgão, o país adotará medidas extraordinárias de prevenção e vigilância, incluindo reforço no controle migratório, fiscalização de veículos, aumento do patrulhamento e monitoramento intensivo de rotas utilizadas por criminosos.

O Codena destacou ainda que as ações serão realizadas em coordenação com autoridades brasileiras e argentinas, com o objetivo de impedir entradas ilegais e movimentações suspeitas entre os territórios.

Na Argentina, a ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, também anunciou o reforço das fronteiras, afirmando que a prioridade é “proteger os argentinos de qualquer reflexo dos conflitos no Rio de Janeiro”. Bullrich solicitou o envio de um manual de reconhecimento de grupos narcoterroristas aos agentes que atuam nas zonas de fronteira e defendeu o intercâmbio de informações entre os países para fortalecer as operações conjuntas.

A operação Contenção, realizada por mais de 2.500 policiais no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em 121 mortes e mais de 100 prisões. A ofensiva, segundo o governo brasileiro, teve como foco enfraquecer a expansão do Comando Vermelho dentro e fora do país — mas agora provoca reflexos diretos nas relações de segurança internacional da América do Sul.

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