Uma operação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) flagrou, nesta sexta-feira (29), condições de trabalho degradantes em duas pedreiras de Estrela de Alagoas, no Sertão. A ação também identificou danos ambientais e indícios de exploração irregular da atividade mineral.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), trabalhadores eram submetidos a jornadas intensas, recebendo valores irrisórios pelo serviço. Em um dos pontos fiscalizados, no sítio Boqueirão, eles relataram produzir até mil paralelepípedos em cinco dias de trabalho, por R$ 600 — quantia dividida entre cortador e ajuda.
Sem registro em carteira, equipamentos de proteção, acesso a água potável, local de descanso ou banheiros, os trabalhadores atuavam de chinelos, expostos ao sol, à chuva e ao barulho das pedras sendo quebradas. Muitos acumulam dores crônicas desde a adolescência. “É o que restou para sobreviver”, disse um deles, de 53 anos, que convive com problemas de saúde desde os 15.
Para o procurador do Trabalho Rodrigo Alencar, que acompanhou a ação, trata-se de um caso de “superexploração”. “Eles laboram à própria sorte, sem qualquer garantia trabalhista ou proteção mínima”, afirmou.

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