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Operação Juros de Sangue prende morador da Ponta Verde e apreende R$ 890 mil em bens

Investigações apontam que o grupo atuava há mais de um ano e meio, cobrando juros abusivos e intimidando vítimas no interior do estado.

Montagem

Um morador de um prédio na Ponta Verde foi preso nesta quinta-feira (27) durante a Operação Juros de Sangue, que cumpriu mandados em Maceió e Palmeira dos Índios para desarticular um esquema de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro que funcionava há cerca de 18 meses.

A operação, coordenada pela Polícia Civil, executou 10 mandados judiciais, incluindo prisão preventiva, buscas residenciais e apreensões de veículos. Ao todo, os bens retidos — entre automóveis, valores bloqueados e materiais apreendidos — somam aproximadamente R$ 890 mil, quantia que ficará reservada para possível ressarcimento da vítima e perdimento de patrimônio ilícito.

Segundo a investigação, o caso teve início após um empréstimo informal de R$ 20 mil. Com o tempo, o principal suspeito, de 56 anos, passou a impor reajustes unilaterais e cobranças abusivas, elevando a dívida a múltiplos do valor inicial. A vítima chegou a desembolsar mais de R$ 45 mil. Com a escalada das ameaças, o esquema evoluiu para extorsão continuada, com perseguições, coações e pressão psicológica para contratação de novos empréstimos.

Em mensagens enviadas ao investigado, o suspeito teria citado falsamente conversas com autoridades, numa tentativa de aumentar a intimidação. O caso atingiu seu ponto mais crítico quando, durante a madrugada, um homem invadiu a casa da vítima afirmando estar armado e danificou dois veículos da família. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 90 mil, sem incluir danos não materiais. A fuga teria sido realizada em um carro usado pelo principal investigado.

As apurações também revelaram movimentações financeiras suspeitas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava contas e bens registrados em nome de familiares para ocultar patrimônio e receber valores provenientes das extorsões. Carros e outros bens estavam formalmente registrados em terceiros, prática que reforça a suspeita de lavagem de capitais.

A ação foi conduzida por equipes da 5ª Delegacia Regional, Dinpol, Oplit, GEAI, DRACCO e SAER, sob comando do delegado Rodrigo Temoteo e coordenação de Bruno Tavares. Em nota, a Polícia Civil destacou que o combate à usura e à lavagem de dinheiro é fundamental para a segurança e a estabilidade econômica das comunidades do interior de Alagoas.

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