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Mulher é presa por suspeita de envolvimento em homicídio de agiota carbonizado em Marechal Deodoro

Polícia investiga se a mulher tem ligação direta com o homicídio de Rubens Barreto, cujo corpo foi encontrado carbonizado em uma caminhonete em julho deste ano.

Arquivo

Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (25) em Barra Nova, povoado de Marechal Deodoro (AL), suspeita de envolvimento no assassinato de Rubens Lima Barreto, agiota encontrado carbonizado em uma caminhonete em julho deste ano. A Polícia Civil confirmou a detenção por volta das 8h30 e prometeu divulgar detalhes da apuração em entrevista coletiva ainda nesta quinta.

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios do 10º Segmento, sob comando da delegada Juliane Santos, com apoio da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). A identidade da mulher não foi divulgada até o momento, e a polícia ainda não esclareceu qual seria a participação dela no crime.

O corpo de Rubens Lima Barreto foi encontrado em 28 de julho de 2025, carbonizado na carroceria de uma caminhonete abandonada em um canavial às margens da BR-424, próximo ao Polo Industrial de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. A vítima era conhecida por atuar como agiota, emprestando dinheiro a juros para comerciantes da região da Massagueira.

O veículo incendiado, uma caminhonete que aparentava ser uma Ford Ranger, pertencia ao próprio Rubens.

Suspeitos e motivação

No mês passado, um comerciante de 29 anos foi preso sob suspeita de envolvimento no homicídio. O homem, que teria contraído um empréstimo de R$ 100 mil com a vítima, chegou a ser ouvido como testemunha, mas passou a ser tratado como suspeito após contradições em seu depoimento e omissão de informações consideradas relevantes pela polícia.

A linha de investigação principal aponta uma possível motivação relacionada a dívidas. Amigos de Rubens relataram à polícia que ele havia comentado sobre um novo empréstimo no valor de R$ 100 mil dias antes do desaparecimento.

Segundo a delegada Juliane Santos, Rubens tinha um estilo de vida nômade e circulava entre diferentes estados, incluindo Sergipe, Minas Gerais e Alagoas, onde mantinha propriedades e clientes. “Ele era natural de Sergipe, mas vivia em trânsito. Tinha muitos contatos e emprestava dinheiro para diversos comerciantes”, declarou a delegada na época da descoberta do corpo.

A Polícia Civil deve conceder uma entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira (25) para apresentar o andamento das investigações e esclarecer a suposta participação da mulher presa hoje no crime. A expectativa é que o depoimento dela ajude a elucidar se há outras pessoas envolvidas na execução do agiota e se o crime foi premeditado ou motivado por desavenças financeiras.

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