quarta-feira , 11 março 2026
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Morre em confronto com a polícia irmão de chefe do tráfico, Nem Catenga, em Alagoas

“Moreninho” era irmão de Nem Catenga e foi morto após reagir à abordagem policial em Marechal Deodoro; armas e drogas foram apreendidas.

Foto: SSP-AL

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas confirmou, nesta quarta-feira (3), a morte de Aldreis dos Santos Oliveira, conhecido como “Moreninho”, em uma troca de tiros com policiais do Bope. Ele era irmão do traficante José Emerson da Silva, o “Nem Catenga”, apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Alagoas.

Segundo a SSP-AL, o confronto aconteceu no último domingo (1º), nas proximidades da Praia do Francês, em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió. Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) tentaram abordar um veículo suspeito de envolvimento em atividades criminosas, mas o motorista não obedeceu à ordem de parada.

Ao ser alcançado, o ocupante do carro — identificado como Moreninho — teria sacado uma pistola e disparado contra os policiais, que reagiram. O suspeito foi atingido, socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Com ele, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380, munições, porções de maconha e cocaína, além de comprovantes de pagamento que, segundo a investigação, estariam relacionados a extorsões contra comerciantes do Mercado da Produção, em Maceió — prática pela qual Moreninho já vinha sendo monitorado.

O suspeito também possuía uma extensa ficha criminal, incluindo porte ilegal de arma, corrupção ativa, tráfico de drogas, associação criminosa e era acusado de envolvimento na morte da policial militar Iara Laura Silveira, assassinada em 2008.

A SSP relembrou ainda outro episódio envolvendo a facção liderada por Nem Catenga: em setembro de 2024, durante operação do Bope no bairro do Bom Parto, foi apreendido um fuzil 556 de uso exclusivo do Exército, escondido dentro de uma máquina de lavar, em um carro fretado vindo do Rio de Janeiro. O armamento, avaliado em R$ 20 mil, teria sido enviado por ordem do próprio traficante.

Segundo o setor de inteligência da Secretaria, interceptações de mensagens entre criminosos de Alagoas e do Rio de Janeiro ajudaram na localização da arma de guerra, o que reforça a suspeita de que o grupo comandado por Nem Catenga mantém articulações interestaduais.

A SSP segue monitorando os desdobramentos da organização criminosa, e novas operações não estão descartadas.

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