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Médica acusada de sequestrar recém-nascida é demitida de universidade em MG

Decisão foi publicada no Diário Oficial da União após processo administrativo instaurado pela Universidade Federal de Uberlândia; médica responde por sequestro de bebê e falsidade ideológica.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) demitiu, por justa causa, a médica neurologista Cláudia Soares Alves, presa em 2024 sob acusação de sequestrar uma recém-nascida dentro do Hospital de Clínicas da própria instituição. A exoneração, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (3), ocorreu após processo administrativo interno que apontou quebra de conduta ética e uso indevido do cargo público.

A demissão de Cláudia Soares Alves, que integrava o quadro de professores do magistério superior da UFU, foi fundamentada na Lei nº 8.112/1990, que rege os servidores públicos federais. Segundo a universidade, a ex-docente infringiu normas que exigem conduta compatível com a moralidade administrativa e proíbem o uso do cargo para fins pessoais.

O processo disciplinar foi instaurado em agosto de 2024, após a prisão da médica em Goiás, estado onde residia. Durante a apuração, foram ouvidas testemunhas e analisados documentos, com direito à ampla defesa. A universidade explicou que, por ela ainda estar em estágio probatório, não cabe recurso administrativo contra a demissão.

Cláudia está sendo processada judicialmente por tráfico de pessoas e falsidade ideológica, crimes relacionados ao sequestro de uma bebê no Hospital de Clínicas da UFU, ocorrido em julho de 2024. Na ocasião, ela se passou por médica da unidade, alegou que levaria o bebê para ser alimentado, e saiu do hospital com a criança escondida em uma mochila.

A ação durou cerca de 30 minutos e só foi descoberta quando o pai da recém-nascida, desconfiado com a demora, alertou a equipe hospitalar. Imediatamente, o caso foi comunicado à segurança interna e à Polícia Militar.

Imagens de câmeras de segurança auxiliaram na identificação da criminosa, que fugiu de carro para a cidade de Itumbiara, em Goiás, a cerca de 130 km do local do crime. A bebê foi encontrada em segurança, sob os cuidados de uma funcionária da médica, que inicialmente afirmou que Cláudia havia saído para viajar.

Horas depois, ao retornar à residência, a médica foi presa em flagrante. No carro, os policiais encontraram roupas e acessórios de bebê, além de duas mochilas.

Apesar da gravidade do crime, Cláudia se apresentava nas redes sociais como uma profissional dedicada e apaixonada pela medicina. Com mais de 9 mil seguidores, mantinha um perfil ativo onde mencionava suas especializações em Medicina Interna e Neurologia, além da atuação como professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), vínculo que ainda não teve confirmação de rompimento até o momento.

A defesa da médica foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre a demissão.

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