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Mais de 700 hectares desmatados: empresário de Traipu acumula infrações ambientais milionárias

Um empresário do município de Traipu, localizado no Agreste alagoano, está sendo investigado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por acumular um dos maiores históricos de infrações ambientais já registrados no estado de Alagoas. Segundo dados oficiais, o investigado é responsável por 712,57 hectares de área desmatada no Bioma Caatinga, abrangendo os municípios de Traipu e Batalha.

O histórico inclui 22 autos de infração e 14 embargos ambientais, com multas que somam R$ 14.754.515,00. Mesmo diante desse passivo e de diversas áreas já embargadas, o empresário voltou a ser flagrado durante a 12ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia do Rio São Francisco, promovendo novo desmatamento.

Durante a operação, os fiscais do IBAMA identificaram a supressão de 72,34 hectares de vegetação nativa, dos quais 5,88 hectares estão localizados em Área de Preservação Permanente (APP). Além disso, foi apreendido um depósito ilegal de 10,5 m³ de madeira nativa, que estava sendo utilizada na construção de estruturas rurais, sem a devida emissão de Documento de Origem Florestal (DOF).

A área já se encontrava embargada desde maio de 2023, o que configura reincidência e descumprimento de embargo, agravando a situação jurídica do responsável. As infrações estão enquadradas no Decreto Federal nº 6.514/2008, que trata das sanções administrativas em matéria ambiental, e na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), com implicações penais e civis.

Ameaça à biodiversidade e à sustentabilidade regional

O Bioma Caatinga, exclusivo do território brasileiro, abriga uma biodiversidade única, com milhares de espécies da fauna e flora adaptadas às condições semiáridas. A contínua degradação dessa vegetação nativa compromete o equilíbrio ecológico e os modos de vida sustentáveis praticados por comunidades locais.

O caso ressalta a necessidade de medidas mais rigorosas contra desmatadores reincidentes, além do fortalecimento da fiscalização ambiental para conter danos irreversíveis aos recursos naturais do Semiárido.

Foto: Reprodução

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