Em audiência no Vaticano nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o papa Leão XIV para discutir temas como fé, combate à pobreza, fome global e a importância da preservação ambiental. O encontro selou um diálogo entre o governo brasileiro e a liderança católica mundial em torno de causas humanitárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro com o papa Leão XIV, nesta segunda-feira (13), no Vaticano, em uma agenda marcada por temas de forte apelo social e ambiental. Durante a reunião, Lula abordou desafios globais como a desigualdade, a fome e a crise climática, além de reforçar a importância da fé como motor para a transformação social.
Em publicação feita em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), o presidente relatou ter parabenizado o pontífice pela recente Exortação Apostólica Dilexi Te, que reforça o compromisso cristão com os mais pobres. Segundo Lula, o documento é uma referência ética que “precisa ser lida e praticada por todos”.
“Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade. A fé não pode estar separada do amor pelos pobres”, escreveu o presidente.
Ainda segundo Lula, ele compartilhou com o papa sua relação histórica com figuras importantes da Igreja Católica brasileira, como dom Paulo Evaristo Arns, dom Hélder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e Pedro Casaldáliga. Também mencionou o atual presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, como símbolo do compromisso da Igreja com as causas sociais no país.
O chefe do Executivo brasileiro também detalhou os avanços recentes do governo no enfrentamento da fome. Destacou que, em dois anos e meio, o Brasil foi novamente retirado do Mapa da Fome da ONU, e que agora pretende levar essa experiência para o mundo, por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, apresentada na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), também em Roma.
Na mesma ocasião, Lula aproveitou para convidar o papa a participar da COP30, que será realizada em novembro de 2025 em Belém (PA), marcando a primeira vez que uma Conferência do Clima das Nações Unidas ocorrerá na Amazônia. No entanto, o pontífice explicou que, por conta dos compromissos do Jubileu, não poderá comparecer pessoalmente, mas confirmou a presença de uma representação oficial do Vaticano no evento.
Lula também afirmou que o papa demonstrou interesse em visitar o Brasil futuramente, ainda sem data definida, e garantiu que o pontífice será recebido com “carinho, acolhimento e fé pelo povo brasileiro”.
O presidente encerrou a publicação mencionando as demonstrações recentes de religiosidade popular no país, citando o Círio de Nazaré, celebrado em Belém, e o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, comemorado em 12 de outubro.
A audiência contou com a presença da primeira-dama Janja da Silva, além dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).

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