O influenciador digital Hytalo Santos, de 27 anos, e seu marido, Israel Natã Vicente, de 33, foram transferidos na manhã desta quinta-feira (28) do CDP 1 de Pinheiros, em São Paulo, para a Paraíba, onde tramitam as investigações que resultaram na prisão preventiva do casal.
A transferência foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo e ocorre após autorização da Justiça, que acatou o pedido feito pelo Ministério Público da Paraíba, estado responsável pelo inquérito. O casal embarcou em um voo no Aeroporto de Guarulhos, com destino a João Pessoa, onde devem desembarcar às 17h.
Durante o trajeto, Hytalo e Israel ocupam assentos na parte traseira da aeronave, escoltados por dois policiais civis, conforme protocolo de segurança de transporte de custodiados em voos comerciais.
Detidos desde o dia 15 de agosto, os dois são investigados por suspeita de exploração e exposição indevida de menores de idade em conteúdos publicados nas redes sociais. A investigação, conduzida desde o ano passado pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho, resultou em mandado de prisão para evitar suposta destruição de provas e tentativa de coação de testemunhas. A defesa de Hytalo nega todas as acusações.
Após a chegada à capital paraibana, o casal será submetido a exame de corpo de delito no IPC (Instituto de Polícia Científica) e, em seguida, encaminhado ao presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecido como Roger — a principal unidade para presos provisórios do sexo masculino na Paraíba.
A transferência envolveu mais de 50 agentes e, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do estado, os dois ficarão inicialmente em regime de observação, isolados dos demais internos. Só após esse período serão integrados a um pavilhão previamente adaptado, com medidas de segurança reforçadas.
O presídio do Roger foi alvo de inspeção recente do Ministério Público da Paraíba, que apontou melhorias, como a criação de salas para audiências remotas e melhor iluminação externa, mas também identificou falhas. Entre elas, estrutura precária no atendimento médico, carência de medicamentos, equipamentos de proteção individual e falhas na manutenção de extintores e higiene da cozinha.
Ainda não há previsão oficial de audiência com os investigados ou novas manifestações da Justiça paraibana.

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