Ian Watkins, ex-vocalista da banda galesa Lostprophets, foi morto neste sábado (11) dentro da prisão de Wakefield, no norte da Inglaterra, onde cumpria uma longa sentença por crimes sexuais envolvendo crianças.
O ex-cantor Ian Watkins, de 48 anos, conhecido como líder da banda de rock alternativo Lostprophets, foi encontrado morto neste sábado (11) após ser brutalmente agredido dentro da prisão de Wakefield, uma das unidades de segurança máxima do Reino Unido. A informação foi divulgada por veículos da imprensa britânica, com base em fontes policiais.
De acordo com um comunicado da Polícia de West Yorkshire, as autoridades foram acionadas por volta das 9h39 da manhã, após relato de uma agressão grave a um preso. Os serviços de emergência chegaram ao local pouco depois, mas Watkins já havia falecido. Embora a nota oficial não tenha citado nomes, múltiplas fontes da mídia local confirmaram que a vítima era o ex-músico.
A polícia ainda investiga as circunstâncias do crime e não revelou a identidade do agressor, que seria um companheiro de cela ou detento da mesma ala. A motivação do ataque também não foi oficialmente divulgada até o momento.
Watkins cumpria uma sentença de 35 anos de prisão, além de mais seis anos em liberdade condicional, imposta em 2013, após se declarar culpado de 13 acusações relacionadas a abuso sexual infantil. Entre os crimes admitidos estavam duas tentativas de estupro, agressões sexuais, conspiração para estuprar e posse de material pornográfico extremo, incluindo imagens de abuso infantil.
O caso chocou o público e causou o fim imediato da banda Lostprophets, que havia ganhado projeção internacional nos anos 2000 com hits como Last Train Home e Rooftops. Os demais integrantes se distanciaram completamente de Watkins após a condenação e formaram posteriormente uma nova banda com outro vocalista.
Watkins já havia sido alvo de agressões dentro da prisão em ocasiões anteriores, e enfrentava hostilidade constante dos demais presos devido à natureza dos seus crimes.
A polícia britânica segue apurando o caso como homicídio. Até o momento, nenhum suspeito foi formalmente acusado.

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