A Comissão de Mulheres Jornalistas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiu nota pública nesta terça-feira (2) repudiando a agressão sofrida pela repórter Grace Abdou, da Record TV, durante a cobertura do desaparecimento de duas adolescentes no interior de São Paulo, no dia 1º de julho.
A situação foi transmitida ao vivo por duas emissoras. As imagens mostram o repórter Lucas Martins, da Band, empurrando deliberadamente a colega de profissão durante uma entrada ao vivo. Para a Fenaj, o episódio configura violência de gênero e reflete a naturalização da hostilidade contra mulheres no ambiente jornalístico.
Em sua manifestação, a entidade destacou que a violência contra mulheres jornalistas assume diferentes formas, incluindo assédio moral, sexual e agressões físicas, e reforçou que atitudes como a ocorrida precisam ser enfrentadas de forma firme por toda a categoria e pelas empresas de comunicação.
“O pedido de desculpas feito pelo repórter não diminui a gravidade da agressão nem pode ser usado para relativizar a conduta”, afirma a nota. A Fenaj expressou solidariedade à repórter Grace Abdou e cobrou da emissora Band a adoção de medidas efetivas para prevenir novos casos semelhantes.
A Federação também ressaltou a importância do registro de boletim de ocorrência feito pela jornalista, classificando o ato como um gesto de resistência diante do machismo estrutural enfrentado por mulheres na profissão. “Reafirmamos: nenhuma mulher deve ser agredida, intimidada ou silenciada. Jornalismo se faz com respeito”, conclui o texto.
Foto: Reprodução

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