A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses encerrados em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (31) pelo IBGE, marcando o menor índice desde o início da série histórica em 2012. O levantamento também apontou recordes na participação da força de trabalho, nível de ocupação e no número de empregados com carteira assinada no setor privado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o percentual de pessoas desempregadas no país caiu abaixo das expectativas do mercado, cuja mediana apontava para 6,0%. Além do recorde na taxa de desocupação, outros indicadores também apresentaram resultados inéditos.
A taxa de participação na força de trabalho chegou a 62,4%, enquanto o nível de ocupação – que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade para trabalhar – alcançou 58,8%, igualando o recorde registrado entre setembro e novembro de 2024.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado bateu recorde histórico, atingindo 39 milhões de pessoas. Paralelamente, houve uma redução significativa no contingente de desalentados, com quedas de 13,7% em relação ao trimestre anterior e 14% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa PNAD Contínua do IBGE, o crescimento expressivo da população ocupada foi determinante para alcançar esses números recordes. Ela ressaltou ainda a queda da taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados e pessoas na força de trabalho potencial, que passou de 15,9% para 14,4%.
No trimestre encerrado em junho, o Brasil contabilizou cerca de 6,3 milhões de pessoas sem emprego, uma redução de 17,4% em relação ao trimestre anterior e de 15,4% na comparação com o mesmo período de 2024, correspondendo a mais de um milhão de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho.
Com um total aproximado de 102,3 milhões de brasileiros empregados, o mercado de trabalho mostrou crescimento constante tanto em relação ao trimestre anterior, quanto ao ano passado, reforçando a tendência de recuperação e fortalecimento da economia nacional.

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