quarta-feira , 11 março 2026
Lar Cultura Del Toro emociona Veneza com nova adaptação de “Frankenstein”
CulturaCultura PopEntretenimentoÚltimas notícias

Del Toro emociona Veneza com nova adaptação de “Frankenstein”

O aclamado diretor mexicano entrega uma versão autoral e ambiciosa do clássico de Mary Shelley, dividida em três atos e repleta de reflexões sobre humanidade, imperfeição e pertencimento.

Netflix

Após anos de desenvolvimento e expectativas, a adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro estreou com aclamação no Festival de Veneza. Ovacionado por mais de dez minutos, o longa estreia em outubro nos cinemas brasileiros e chega à Netflix em novembro.

Quando Ted Sarandos, executivo da Netflix, perguntou a Guillermo del Toro quais histórias ele ainda sonhava dirigir, o diretor mexicano respondeu sem hesitar: Pinóquio e Frankenstein. Após o sucesso da primeira, lançada em 2022, del Toro finalmente dá vida à segunda — e talvez mais ambiciosa — adaptação.

Apresentado em estreia mundial na 82ª edição do Festival de Cinema de Veneza, Frankenstein foi recebido com 13 minutos de aplausos em pé. O filme, dividido em três partes, oferece uma reinterpretação profunda e sensível do clássico escrito por Mary Shelley em 1818, explorando tanto a trajetória do criador Victor Frankenstein quanto da criatura que ele rejeita.

Oscar Isaac assume o papel do cientista, enquanto Jacob Elordi surpreende ao viver a criatura. Elordi foi escalado às pressas, após Andrew Garfield deixar o projeto devido à greve de atores em Hollywood. “Parecia uma missão impossível”, contou o ator. “Mas o filme já estava vivo, só precisei me juntar à festa.”

Com dois anos de produção e 149 minutos de duração, a obra apresenta uma estética artesanal, com cenários físicos em vez de efeitos gerados por computador — uma escolha deliberada de del Toro. “CGI é colírio para os olhos. O que eu queria aqui era proteína visual”, disse o diretor, conhecido por tratar monstros com compaixão e humanidade.

O elenco conta ainda com Christoph Waltz e Mia Goth, que interpreta Elizabeth, esposa de Frankenstein. A personagem, ao contrário do marido, mostra empatia pela criatura — um contraste central à narrativa emocional proposta pelo cineasta.

As primeiras críticas elogiaram o escopo épico da produção e sua abordagem filosófica. Pete Hammond, do Deadline, afirmou que seria “difícil cortar” um filme com tanta riqueza visual. Já Geoffrey McNab, do The Independent, considerou o longa “belo, mas carente de profundidade”.

Del Toro, vencedor do Oscar por A Forma da Água, reitera que sua obra não pretende ser uma alegoria para a inteligência artificial, como alguns sugeriram. “Frankenstein não é sobre máquinas. É sobre o que significa ser humano em tempos de desumanização crescente.”

Segundo ele, o filme reflete uma urgência ética e emocional: “Vivemos numa era de polarização e medo. A arte é uma resposta — e a resposta é o amor”.

Com estreia marcada para outubro nos cinemas do Brasil e novembro na Netflix, Frankenstein promete ser não apenas um espetáculo visual, mas uma reflexão pungente sobre imperfeição, pertencimento e humanidade.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Secretaria de Saúde investiga caso suspeito de meningite em escola privada no Farol

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) informou, no início da...

Moto roubada é recuperada durante patrulhamento no bairro Manoel Teles, em Arapiraca

Uma motocicleta com registro de roubo foi recuperada pela Polícia Militar na...

Prévia do Pinto da Madrugada altera tráfego na orla de Maceió no sábado e domingo

O tradicional desfile do Pinto da Madrugada, reconhecido como Patrimônio Imaterial da...

MP de São Paulo recebe denúncia de homofobia contra participante do BBB

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu, nesta quarta-feira (4), uma...