A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) iniciou um projeto inovador que utiliza a cultura hip hop como instrumento de transformação social em escolas da rede pública de Alagoas. A iniciativa começou na Escola Estadual Jornalista Lafaiete Belo, no bairro Benedito Bentes, e busca fortalecer o protagonismo juvenil, estimular o diálogo e promover ambientes escolares mais seguros e inclusivos.
Conduzido pelo educador e articulador cultural Julymen Mendes, o projeto alia arte, educação e cidadania. Segundo ele, a proposta vai além das apresentações culturais, abrindo espaços de escuta, pertencimento e expressão.
“Nossa missão é usar a potência da cultura hip hop para criar um laço afetivo e pedagógico com os alunos, transformando a arte em um caminho para resiliência, integração e construção cidadã”, destacou Mendes.
As atividades são estruturadas com base nos cinco elementos do hip hop — graffiti, breaking, rap, DJ e conhecimento — trabalhados por meio de oficinas, palestras e dinâmicas coletivas.
O graffiti estimula a arte visual e a identidade comunitária; o breaking, reconhecido como esporte olímpico, reforça disciplina, saúde e trabalho em equipe; o rap incentiva a escrita e a reflexão social; e o DJing foi ampliado para incluir a produção audiovisual, abrindo caminho para a criação de projetos independentes.
O quinto elemento, o conhecimento, é aplicado em produções literárias. Um dos resultados é o livro “Me marcou no tempo certo”, no qual estudantes compartilham vivências e aprendizados, transformando a experiência escolar em literatura e expressão crítica.
A presidente do grêmio estudantil, Kemilly Melo, aluna do 1º ano B, afirmou que o projeto trouxe um novo espírito para a escola:
“Esse projeto é incrível e tem ajudado muito na integração dos alunos. Todos estão participando ativamente. Estou apaixonada de verdade, não tenho palavras para descrever.”
Além das atividades pedagógicas, a Seprev também trabalha o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, promovendo rodas de conversa, visitas domiciliares e momentos de escuta sensível entre estudantes, pais e equipe escolar. As ações ocorrem durante o período letivo e até mesmo em férias e recessos, ampliando o impacto social da iniciativa.

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