A Polícia Científica de Alagoas confirmou, nesta terça-feira (21), que o corpo decapitado encontrado na Lagoa Mundaú, em Coqueiro Seco, pertence à jovem Jéssica Daiane Gonçalves da Silva, de 20 anos, desaparecida desde o último domingo (19) no bairro Vergel do Lago, em Maceió.
A confirmação da identidade foi feita por meio de exame de necropapiloscopia, técnica que analisa as impressões digitais post-mortem. O procedimento foi conduzido pela papiloscopista Bruna Peixoto Girard, do Instituto de Identificação, garantindo a precisão dos resultados.
Antes mesmo da conclusão pericial, a família de Jéssica já havia reconhecido as tatuagens da jovem nas imagens enviadas pela Delegacia de Homicídios, logo após o corpo ser encontrado. Segundo o delegado Ronílson Medeiros, responsável pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas, a mãe da vítima confirmou de imediato que se tratava de sua filha.
“As tatuagens coincidem com as de Jéssica. A família não tem dúvidas. O IML fará outros exames técnicos, mas o reconhecimento foi imediato”, afirmou o delegado em entrevista à TV Pajuçara.
De acordo com a Polícia Militar, o corpo estava sem cabeça, com os braços amarrados nas costas e sem roupas na parte superior do tronco, tendo apenas um pano roxo cobrindo as partes íntimas. A cabeça da vítima ainda não foi localizada.
O perito criminal Victor Portela, responsável pela perícia de local, informou que a ação criminosa ocorreu em outro ponto e que o corpo foi jogado na lagoa, sendo levado pela maré até o local onde foi encontrado. O estado de saponificação do corpo ajudou a preservar as digitais, permitindo a identificação.
Os laudos periciais — de local, cadavérico e de identificação — serão encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. Após a identificação, o Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima iniciou os procedimentos para liberação do corpo à família.
A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas.
A polícia reforça que informações sobre o caso podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque Denúncia 181.

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