A China revelou nesta quarta-feira (3), durante desfile militar em Pequim, novos mísseis balísticos intercontinentais capazes de carregar ogivas nucleares, além de drones submarinos, mísseis hipersônicos e sistemas antimísseis. A exibição é vista como uma demonstração de força ao Ocidente e à supremacia militar dos Estados Unidos.

O desfile marcou a celebração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e apresentou pela primeira vez a tríade nuclear completa da China — armas nucleares lançáveis por terra, mar e ar. Entre os destaques estão o DF-5C, míssil balístico intercontinental com alcance de 20 mil km, e o DF-61, míssil móvel de longo alcance.

Segundo especialistas, o arsenal atual chinês possui cerca de 600 ogivas nucleares, número inferior ao dos Estados Unidos e da Rússia, mas que pode chegar a 1.500 até 2035. Além dos mísseis estratégicos, o país exibiu quatro modelos de mísseis antinavio, alguns hipersônicos, e veículos submarinos não tripulados de grande porte, projetados para operações no Mar do Sul da China e Estreito de Taiwan.
O desfile também incluiu sistemas avançados de defesa, como o HQ-29, descrito como um “caçador de satélites”, capaz de interceptar mísseis e satélites em órbita baixa, e veículos possivelmente equipados com lasers para neutralizar drones e mísseis. Todos os armamentos exibidos são de fabricação nacional e estão em operação.

Para o comentarista militar Song Zhongping, ex-instrutor do Exército chinês, a demonstração é parte de um esforço estratégico para proteger a soberania nacional e reduzir a dependência da China de outras potências, reforçando sua presença global e capacidade de resposta a ameaças externas.

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