quarta-feira , 11 março 2026
Lar Justiça Casal tenta alterar nome de bebê em SP e denuncia ofensas e intimidações em cartório
JustiçaÚltimas notícias

Casal tenta alterar nome de bebê em SP e denuncia ofensas e intimidações em cartório

Caroline Nicolichi afirma que oficial de registro a ameaçou e a ofendeu após negar pedido de mudança do nome da filha, de Ariel para Bella.

Foto: Reprodução/Redes sociais

A empresária Caroline Aristides Nicolichi, de 26 anos, viralizou nas redes sociais ao relatar que teve negado o pedido de alteração do nome da filha recém-nascida em um cartório de São Paulo. Além da recusa, ela acusa a oficial responsável de a ameaçar e ofendê-la durante a discussão.

Caroline registrou a filha em 6 de agosto, ainda na maternidade, com o nome de Ariel. Dias depois, ela e o marido decidiram alterar para Bella, temendo que a filha sofresse constrangimentos no futuro, já que o nome era constantemente tratado no gênero masculino pelos profissionais do hospital.

No dia 18 de agosto, o casal foi ao 28º Cartório de Registro Civil, no Jardim Paulista, e deu entrada na solicitação, pagando a taxa de R$ 188. A empresária afirma que, inicialmente, foi informada de que o procedimento estava correto e que poderia retirar o documento em cinco dias.

No entanto, ao retornar em 25 de agosto, o pedido foi negado sob o argumento de que “arrependimento” não seria motivo legal para alteração. O casal cita o artigo 55, parágrafo 4º, da Lei nº 6.015/73, que prevê a possibilidade de mudança em até 15 dias após o registro, desde que haja consentimento dos pais.

A situação, segundo Caroline, se agravou quando a oficial de registro teria se exaltado e feito ameaças. “Ela falou que tinha amigo juiz, que ia acabar com a gente. Olhou pra minha cara e disse: ‘é bom o seu marido ser bilionário, porque eu vou acabar com a sua vida’”, relatou a mãe. Outro funcionário, ainda segundo Caroline, a teria chamado de “burra”.

Diante do conflito, a empresária chamou a polícia e registrou boletim de ocorrência. Ela afirmou ter sofrido forte impacto emocional após o episódio, chegando a interromper a produção de leite materno.

Posicionamentos oficiais

Em nota, o cartório negou qualquer ameaça ou ofensa e afirmou que o caso “não se enquadra na hipótese normativa”. A instituição destacou que tanto a mãe quanto o pai confirmaram o nome da criança no momento do registro, e que a lei “não prevê o simples direito de arrependimento posterior à escolha do nome já fixado”.

O advogado da família pediu à Corregedoria Geral de Justiça a apuração da conduta da oficial e a correção do registro. O órgão informou que um juiz foi designado para analisar o caso. Caso o pedido seja rejeitado, Caroline pretende recorrer à Justiça.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Secretaria de Saúde investiga caso suspeito de meningite em escola privada no Farol

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) informou, no início da...

Moto roubada é recuperada durante patrulhamento no bairro Manoel Teles, em Arapiraca

Uma motocicleta com registro de roubo foi recuperada pela Polícia Militar na...

Prévia do Pinto da Madrugada altera tráfego na orla de Maceió no sábado e domingo

O tradicional desfile do Pinto da Madrugada, reconhecido como Patrimônio Imaterial da...

MP de São Paulo recebe denúncia de homofobia contra participante do BBB

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu, nesta quarta-feira (4), uma...