quarta-feira , 11 março 2026
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Após viralizar nas redes sociais, glitter usado em bolos com polipropileno gera alerta da Anvisa

Órgão orienta consumidores a conferir rótulos e diferenciarem entre glitter comestível e decorativo

Reprodução / Instagram

A Anvisa emitiu nesta quarta-feira (22) um alerta sobre o uso de glitter de plástico em alimentos, após denúncia viral de que alguns produtos considerados “comestíveis” continham polipropileno (PP), material não autorizado para consumo. O comunicado orienta consumidores a conferirem rótulos, identificar ingredientes e denunciar irregularidades às autoridades competentes.

O alerta ocorreu após o vídeo do comunicador Dario Centurione, da página Almanaque SOS, ganhar repercussão nas redes sociais, mostrando que doces adquiridos em uma padaria continham glitter feito apenas de plástico. O vídeo alcançou mais de 500 mil visualizações no TikTok e três milhões no Instagram, levantando questionamentos sobre a segurança dos produtos decorativos.

Segundo a Anvisa, materiais como o PP micronizado ou PET, usados em alguns pós decorativos, não são alimentos e devem ser usados apenas em objetos puramente decorativos, como topper de bolo e enfeites, jamais ingeridos. Glitters comestíveis só podem conter aditivos aprovados, como corantes e açúcares autorizados pela lista oficial da agência.

A orientação da agência inclui verificar o rótulo do produto: se contiver termos como “PP” ou “PET”, trata-se de item decorativo, enquanto produtos com “corante para fins alimentícios” ou “açúcar para confeitar” podem ser consumidos. A Anvisa alerta ainda que produtos comestíveis e não comestíveis podem ser vendidos lado a lado, reforçando a necessidade de atenção ao consumidor.

Denúncias podem ser feitas à Vigilância Sanitária municipal ou diretamente à Anvisa, com informações como: imagem completa do rótulo, marca, instruções de uso, dados do fabricante, lista de ingredientes, lote e validade.

A medida visa proteger a saúde do consumidor, evitando ingestão de materiais não aprovados para consumo humano e garantindo que apenas produtos devidamente regulamentados cheguem às mesas.

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