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Ação da Receita Federal em Maceió mira comércio ilegal e apreende R$3 milhões em toneladas de falsificações

Além de prejuízos econômicos, a Receita alerta que parte dos produtos contrabandeados pode conter materiais tóxicos ou contaminados, com riscos à saúde pública.

Foto: Reprodução

A Receita Federal apreendeu aproximadamente R$ 3 milhões em mercadorias falsificadas durante uma operação de combate ao contrabando realizada na manhã desta quarta-feira (30), no bairro Centro, em Maceió. A Operação Oitentão teve como foco o comércio ilegal de tênis de marcas conhecidas, com foco em cinco estabelecimentos suspeitos.

Denominada Operação Oitentão, a ação foi conduzida pela Receita Federal e teve como objetivo fiscalizar pontos de venda suspeitos de comercializar tênis falsificados, que além de violar direitos autorais, podem oferecer risco à saúde dos consumidores. Segundo o órgão, parte dos calçados apreendidos tem origem duvidosa e, em muitos casos, são produzidos com resíduos descartados no exterior, incluindo lixo doméstico e até mesmo lixo hospitalar.

Durante a operação, fiscais recolheram centenas de volumes de produtos ilegais, que ocupavam as prateleiras de cinco comércios localizados no centro da capital alagoana. As peças, de aparência similar a marcas famosas, foram catalogadas e encaminhadas para análise e destruição. O total de mercadorias apreendidas está avaliado em cerca de R$ 3 milhões.

De acordo com a Receita, o combate ao contrabando vai além da questão fiscal. A comercialização de itens piratas alimenta redes criminosas, fomenta o trabalho escravo e ameaça a integridade do mercado formal. “Esses produtos não apenas deixam de recolher tributos, como também colocam em risco a saúde e a segurança dos consumidores e prejudicam os comerciantes que atuam legalmente”, destaca nota oficial do órgão.

A ação reforça o papel da Receita Federal na proteção da economia formal, no estímulo à concorrência justa e na valorização de empreendedores que pagam impostos, respeitam normas sanitárias e cumprem obrigações trabalhistas.

Além da repressão direta, os fiscais alertam para a importância do consumo consciente, incentivando que o cidadão desconfie de produtos com preços muito abaixo do mercado e se informe sobre a origem e legalidade das mercadorias adquiridas.

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