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Serial killer de Maceió enfrenta 10º julgamento por duplo homicídio nesta quinta-feira

Albino Santos de Lima é acusado de matar jovens na Levada, em 2023; condenado nove vezes, ele já acumula mais de 234 anos de prisão

Ascom MPAL/Divulgação

Apontado pela Polícia Civil como autor de uma série de assassinatos em Maceió, Albino Santos de Lima volta ao banco dos réus nesta quinta-feira (22). Conhecido como o “serial killer de Maceió”, ele será submetido ao décimo julgamento pelo Tribunal do Júri, desta vez pela morte de Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e John Lenno Santos Ferreira, de 20.

A sessão está prevista para começar às 8h, no Fórum Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro do Barro Duro, na capital alagoana.

Preso desde 2024, Albino já recebeu nove condenações, cujas penas totalizam 234 anos, dois meses e 13 dias de reclusão. O novo júri ocorre cerca de duas semanas depois de ele ser condenado a mais 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, também de 21 anos.

O julgamento desta quinta-feira deverá analisar a responsabilidade do acusado pelo duplo homicídio ocorrido no bairro da Levada. A decisão caberá ao Conselho de Sentença, formado por jurados responsáveis por decidir pela condenação ou absolvição do réu.

Casal foi morto a tiros no bairro da Levada

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime aconteceu em 18 de dezembro de 2023, por volta das 18h, na Rua Formosa, no bairro da Levada, em Maceió.

A acusação afirma que Albino efetuou disparos de arma de fogo contra Débora Vitória e John Lenno. Os dois jovens morreram em decorrência dos ferimentos, conforme os laudos cadavéricos mencionados no processo.

O caso integra o conjunto de investigações que colocaram Albino no centro de uma série de crimes violentos registrados na capital alagoana. A Polícia Civil atribuiu a ele 18 homicídios consumados e seis tentativas de assassinato ocorridos entre 2019 e 2024.

Ao longo dos julgamentos anteriores, o acusado foi condenado por diferentes crimes, incluindo homicídios, feminicídio, tentativas de homicídio e lesão corporal.

Condenações já ultrapassam 234 anos de prisão

A sentença mais recente foi proferida em 7 de outubro, quando Albino recebeu uma pena de 30 anos de reclusão pela morte de Mikaele Leite da Silva, assassinada a tiros em outubro de 2023, no bairro do Vergel do Lago.

De acordo com o Ministério Público, o acusado teria acompanhado a rotina da jovem antes do assassinato e mantido registros digitais relacionados ao crime. Durante o julgamento, a defesa questionou a capacidade mental do réu, mas os jurados rejeitaram a tese de inimputabilidade.

Com essa decisão, o total das penas impostas a Albino chegou a 234 anos, dois meses e 13 dias de prisão.

Entre os processos que resultaram em condenações anteriores estão casos relacionados às mortes de Emerson Wagner da Silva, Louise Gbyson Vieira de Melo, Ana Clara Santos Lima, Tâmara Vanessa dos Santos, Beatriz Henrique da Silva, Genilda Maria da Conceição e Joseildo Siqueira Silva Filho. Também houve condenação pela tentativa de homicídio contra Alan Vitor dos Santos Soares.

O julgamento desta quinta-feira poderá resultar em uma nova pena, caso o Conselho de Sentença reconheça a responsabilidade de Albino pelo assassinato das duas vítimas.

Investigação encontrou arquivos digitais sobre vítimas

Outro aspecto que ganhou relevância nas investigações foi a existência de arquivos digitais atribuídos ao acusado. Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público, dispositivos eletrônicos apreendidos continham fotografias, dados pessoais e anotações relacionadas a vítimas, sobreviventes e possíveis alvos.

O material também incluiria informações sobre circunstâncias dos crimes, datas e reportagens relacionadas aos assassinatos investigados. Para os investigadores, esses registros ajudaram a examinar a hipótese de que determinados ataques teriam sido planejados antecipadamente.

Em agosto, durante entrevista exibida pela TV Record, Albino afirmou ter matado mais de 80 pessoas e declarou que também teria cometido crimes em Pernambuco.

As afirmações foram feitas pelo próprio acusado e não representam, por si só, a comprovação de todos os homicídios mencionados. O número de crimes oficialmente atribuídos a ele pelas autoridades é diferente do total declarado na entrevista.

Décimo júri amplia sequência de processos

A nova sessão representa mais uma etapa da série de julgamentos relacionados aos assassinatos atribuídos a Albino em Maceió. Cada processo examina fatos específicos, com análise das provas, dos depoimentos e das circunstâncias apresentadas pela acusação e pela defesa.

No caso de Débora Vitória e John Lenno, caberá aos jurados avaliar os elementos reunidos no processo antes de decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.

Até o início do julgamento, Albino acumula nove condenações e penas superiores a dois séculos de prisão. A decisão sobre o duplo homicídio na Levada poderá modificar novamente esse total.

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