A candidata ao Senado por Alagoas Marina JHC voltou a criticar, nesta segunda-feira (21), episódios que, segundo ela, representam ataques direcionados a mulheres que ocupam posições de destaque na política e na administração pública. A declaração ocorreu após novos questionamentos sobre a trajetória de Ana Paula Mendes, ex-secretária e ex-coordenadora do Banco da Mulher Empreendedora, programa criado pela Prefeitura de Maceió para incentivar o empreendedorismo feminino.
Marina afirma que conteúdos divulgados durante a campanha passaram a questionar a atuação de Ana Paula e associa essas críticas a setores de comunicação que, na avaliação da candidata, estão próximos politicamente do grupo do candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB). A afirmação é da própria candidata e não representa uma conclusão da Justiça Eleitoral.
Em julho, a Prefeitura de Maceió informou que o Banco da Mulher Empreendedora já havia alcançado quase 10 mil mulheres. Marina argumenta que questionamentos pessoais sobre a ex-gestora acabam também atingindo uma política pública voltada à geração de renda e à autonomia financeira feminina.
Marina relaciona episódios durante a campanha
A candidata também relacionou o caso a outros dois episódios recentes da disputa eleitoral.
Um deles ocorreu após declarações em Santana do Ipanema que fizeram referência ao fato de Marina ter nascido em Cuiabá (MT). A candidata reagiu às críticas e afirmou que sua origem foi utilizada para tentar colocar em dúvida sua relação com Alagoas.
O outro episódio ocorreu durante o primeiro debate entre JHC e Renan Filho na TV Gazeta, em 10 de setembro. Na ocasião, Renan Filho questionou a escolha de Lara Tenório para comandar a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió e se referiu a ela inicialmente pelos vínculos familiares com o marido e o cunhado.
A fala provocou reação de JHC, que acusou o adversário de adotar uma postura misógina e preconceituosa. O episódio também foi repercutido por veículos locais.
Marina saiu em defesa de Lara e afirmou que a forma como a secretária foi apresentada durante o debate demonstraria um padrão de tratamento direcionado a mulheres que ocupam cargos de poder.
“É sempre uma mulher”, afirma candidata
Ao comentar a sequência de episódios, Marina afirmou que as situações não deveriam ser analisadas isoladamente.
“Primeiro me atacaram. Depois, durante um debate, atacaram Lara Tenório. Agora, o alvo é Ana Paula. É sempre uma mulher”, afirmou a candidata.
Marina disse defender que críticas políticas façam parte do processo eleitoral, mas argumentou que elas devem estar baseadas em dados, propostas e decisões administrativas, e não em aspectos pessoais ou informações que, segundo ela, possam distorcer a trajetória das pessoas envolvidas.
A candidata também afirmou que a discussão ultrapassa a disputa eleitoral e envolve a participação de mulheres em espaços de decisão.
“Isso deixou de ser coincidência. Existe uma lógica: quando uma mulher cresce, quando uma mulher lidera, quando uma mulher entrega resultado, tentam encontrar uma forma de diminuí-la”, declarou.
Debate eleitoral segue marcado por troca de acusações
O episódio ocorre em uma campanha marcada por confrontos entre os grupos de JHC e Renan Filho. O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Alagoas, realizado pela TV Gazeta, teve discussões sobre saúde, segurança, água, gestão pública e acusações pessoais.
As críticas de Marina sobre uma suposta estratégia coordenada contra mulheres fazem parte da posição apresentada por sua campanha. Até o momento, as informações citadas não comprovam, por si só, a existência de uma orientação formal do grupo de Renan Filho para promover ataques contra mulheres.
A disputa pelo Senado e pelo Governo de Alagoas segue em curso, e os episódios devem continuar sendo explorados pelos diferentes grupos políticos durante a campanha eleitoral de 2026.

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