O fim do casamento entre Joelma e Ximbinha completou 11 anos, mas a divisão do patrimônio construído durante a união ainda não foi totalmente encerrada. O processo de partilha de bens permanece em tramitação judicial sob sigilo, e uma das propriedades do ex-casal acumulou uma cobrança de aproximadamente R$ 697,3 mil relacionada a despesas condominiais e outros encargos.
Segundo informações divulgadas pela coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, a dívida vinculada ao imóvel chegou a R$ 697.254,68. O valor não corresponde exclusivamente às taxas de condomínio: a cobrança também inclui multas e outras despesas decorrentes do processo judicial.
O imóvel está localizado em um condomínio fechado em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, no Pará, e integra o patrimônio que ainda é discutido judicialmente pelo ex-casal.
Imóvel pertence aos dois, segundo defesa de Joelma
A mansão já havia chamado atenção em julho deste ano, quando circularam informações de que Ximbinha teria perdido o imóvel para um agiota por causa de uma suposta dívida.
A informação foi negada pela assessoria do músico. Segundo o posicionamento divulgado na época, Ximbinha não teria perdido a propriedade e a mudança de endereço teria sido planejada anteriormente.
A defesa de Joelma também se manifestou sobre o caso e afirmou que a propriedade continua pertencendo aos dois artistas, por fazer parte do patrimônio construído durante o casamento.
Os advogados da cantora ressaltaram ainda que uma eventual venda, locação ou transferência do imóvel dependeria da autorização dos dois coproprietários.
A declaração da defesa é relevante porque o imóvel continua inserido no contexto da partilha de bens, que ainda não foi concluída.
Rumor sobre agiota foi negado por Ximbinha
A possibilidade de o imóvel ter sido tomado por um agiota ganhou repercussão depois de uma afirmação pública do jornalista Felipeh Campos.
Na ocasião, a informação era de que Ximbinha teria deixado a mansão e passado a morar em outro endereço. A assessoria do guitarrista negou que ele tivesse perdido o imóvel por dificuldades financeiras e afirmou que a mudança já estava planejada.
A defesa de Joelma, por sua vez, não confirmou a história envolvendo um agiota. O esclarecimento apresentado pela equipe jurídica foi de que o imóvel permanece pertencendo aos dois e que qualquer negociação depende da concordância de ambos.
Portanto, não há base para afirmar que Ximbinha tenha perdido a mansão para um agiota.
Dívida condominial se tornou outro problema judicial
Enquanto a partilha dos bens continua, a propriedade passou a enfrentar uma questão financeira própria.
A cobrança condominial alcançou R$ 697.254,68, incluindo despesas do condomínio e valores adicionais relacionados ao processo. A existência dessa dívida não significa, necessariamente, que o valor já tenha sido integralmente pago ou que corresponda apenas a mensalidades em atraso.
A cobrança está inserida em uma disputa judicial envolvendo o imóvel.
Separação foi anunciada em 2015
Joelma e Ximbinha anunciaram o fim do relacionamento em 19 de agosto de 2015. Os dois permaneceram juntos por aproximadamente 18 anos e se tornaram um dos casais mais conhecidos da música brasileira, principalmente pelo sucesso da Banda Calypso.
O divórcio foi formalizado alguns meses depois. Em 9 de novembro de 2015, os dois assinaram os documentos no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife. Na ocasião, o processo também envolvia diferentes bens e interesses empresariais relacionados à carreira do casal.
Entre os bens citados na época estavam imóveis no Pará e em Pernambuco, além de patrimônio relacionado às atividades empresariais da banda.
Separação foi marcada por acusações públicas
O fim da relação foi acompanhado por uma série de controvérsias públicas.
Joelma relatou posteriormente que a separação ocorreu após problemas conjugais e afirmou ter sofrido episódios de violência durante o relacionamento. Em setembro de 2015, a Justiça concedeu uma medida protetiva que determinava que Ximbinha mantivesse distância mínima de 100 metros da cantora.
Anos mais tarde, Joelma voltou a falar publicamente sobre o relacionamento e afirmou que teria vivido situações de violência. Essas declarações fazem parte do histórico pessoal do ex-casal, mas não significam que todas as alegações tenham resultado em condenações judiciais.
Partilha continua sob sigilo
O processo de partilha permanece protegido por segredo de Justiça, o que limita o acesso público aos detalhes sobre os bens, valores e decisões tomadas no procedimento.
Essa condição também dificulta determinar publicamente em que estágio está a divisão do patrimônio e quais propriedades ainda dependem de decisão judicial.
O fato de a partilha não ter sido concluída, porém, não significa que todos os bens estejam necessariamente paralisados. Algumas propriedades ou obrigações podem ser tratadas em processos específicos, como ocorre com a cobrança relacionada ao condomínio da mansão.
Ex-casal segue com carreiras diferentes
Desde o divórcio, Joelma e Ximbinha seguiram caminhos separados na música.
Joelma consolidou carreira solo e continuou realizando apresentações pelo país. Ximbinha também manteve atividades musicais e projetos próprios.
Em 2026, o guitarrista voltou a ocupar espaço no noticiário político ao registrar candidatura a deputado federal pelo Pará pelo PDT. Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, Ximbinha informou não possuir patrimônio declarado, com valor total de R$ 0.
A declaração eleitoral, contudo, não permite concluir que ele não possua direitos sobre bens que estejam em processo de partilha, já que patrimônio declarado à Justiça Eleitoral e direitos patrimoniais discutidos judicialmente são questões distintas.
Dívida não encerra discussão sobre propriedade
A cobrança de quase R$ 700 mil também não significa automaticamente que o imóvel será perdido ou levado a leilão. Eventuais medidas sobre a propriedade dependem do andamento do processo e das decisões judiciais.
Da mesma forma, a existência da dívida não determina, por si só, qual dos dois deverá assumir integralmente a obrigação. Essa responsabilidade dependerá das decisões e dos documentos relacionados ao imóvel.
Caso volta ao centro das atenções
Mais de uma década depois do fim do casamento, a relação entre Joelma e Ximbinha continua produzindo desdobramentos judiciais e financeiros.
A partilha do patrimônio permanece sob sigilo, enquanto a mansão em Ananindeua passou a acumular uma cobrança que já se aproxima de R$ 700 mil.
O imóvel também voltou ao noticiário após rumores sobre uma suposta perda para um agiota, versão negada por Ximbinha e não confirmada pela defesa de Joelma.
Até o momento, o que está documentado publicamente é que o imóvel integra o patrimônio discutido pelo ex-casal e que existe uma cobrança judicial de R$ 697.254,68 relacionada à propriedade. Já a forma definitiva de divisão dos bens e a responsabilidade final pelas dívidas ainda dependem dos processos judiciais.
O caso continua em tramitação, sem uma definição pública sobre o encerramento da partilha.

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