terça-feira , 25 agosto 2026
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Marina JHC aparece em empate técnico com Renan Calheiros na disputa pelo Senado, aponta Quaest

Candidata do PSDB registra 15% das intenções de voto, contra 18% do senador; margem de erro é de três pontos percentuais

Foto: Itawi Albuquerque/Assessoria

A candidata ao Senado por Alagoas Marina JHC (PSDB) aparece com 15% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). O percentual coloca a ex-primeira-dama de Maceió em empate técnico com o senador Renan Calheiros (MDB), que registra 18%, considerando a margem de erro de três pontos percentuais.

O levantamento mostra ainda Arthur Lira (PP) na primeira posição numérica, com 20%. Na sequência aparecem Renan Calheiros, com 18%, e Marina JHC, com 15%. Davi Davino Filho (Republicanos) tem 10%, enquanto Dr. Wanderley (MDB) registra 5% e Mariedson (Democrata) aparece com 1%. Alexandre Fleming (UP) não pontuou.

Como serão eleitos dois senadores por Alagoas em 2026, a pesquisa considera a combinação das duas escolhas feitas por cada eleitor. Por isso, os percentuais não funcionam como uma disputa de segundo turno entre candidatos, mas indicam a posição de cada nome na corrida pelas duas vagas.

Marina entra no grupo dos nomes mais competitivos

O desempenho de Marina chama atenção porque ela disputa pela primeira vez uma eleição e aparece numericamente próxima de dois políticos com trajetórias eleitorais consolidadas.

No cenário pesquisado, a diferença entre Marina e Renan Calheiros é de apenas três pontos percentuais, exatamente o limite da margem de erro. Isso significa que, estatisticamente, não é possível afirmar que o senador esteja à frente de Marina no levantamento.

Da mesma forma, a distância de Marina para Arthur Lira, que aparece com 20%, também é de cinco pontos percentuais, acima da margem de erro em uma comparação direta.

A pesquisa, portanto, aponta três candidaturas próximas na parte superior do cenário, sem permitir afirmar que qualquer uma delas tenha a eleição assegurada.

86% ainda não escolheram nome para o Senado

Um dos dados que mais evidenciam a indefinição da disputa é o resultado da pergunta espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos.

Nesse formato, 86% dos eleitores não souberam indicar nenhum candidato ao Senado. O índice mostra que a maior parte do eleitorado ainda não consolidou uma escolha para as duas vagas que estarão em disputa em outubro.

Na pesquisa estimulada, 19% estão indecisos, enquanto 12% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

Candidatura de Marina é vinculada ao projeto de JHC

Marina JHC integra o mesmo grupo político do candidato ao Governo de Alagoas JHC (PSDB). A campanha do grupo tem apresentado os dois como nomes associados a um discurso de renovação política no estado.

Marina entrou oficialmente na disputa pelo Senado pelo PSDB e aparece no registro eleitoral com o número 456. Na atualização disponível do cadastro eleitoral, a candidatura consta como “aguardando julgamento”.

A candidata também é conhecida pela atuação como primeira-dama de Maceió durante a gestão de JHC. Entre as iniciativas associadas à sua atuação está o Banco da Mulher Empreendedora, programa criado para apoiar financeiramente mulheres que desejam iniciar ou ampliar negócios. A Prefeitura de Maceió informa que o projeto foi idealizado por Marina Candia.

Em abril de 2026, a Prefeitura informou que mais de 1.500 mulheres já haviam sido contempladas pelo programa, enquanto uma nova edição previa beneficiar outras 2 mil.

Nos primeiros dias oficiais de campanha, Marina também passou a percorrer ações relacionadas ao programa. Em 21 de agosto, por exemplo, visitou uma empreendedora beneficiada pelo Banco da Mulher para acompanhar os resultados do projeto.

Disputa pelo Senado tem forte presença de nomes tradicionais

A pesquisa evidencia o peso de candidaturas com longa trajetória política. Renan Calheiros, atual senador por Alagoas, aparece com 18%, enquanto Arthur Lira, ex-presidente da Câmara dos Deputados e candidato ao Senado, lidera numericamente com 20%.

A presença de Marina entre os três primeiros colocados cria um cenário competitivo para o grupo de JHC, especialmente porque a eleição deste ano renovará duas das três cadeiras de Alagoas no Senado.

A configuração também coloca lado a lado grupos políticos que disputam o Governo de Alagoas. Arthur Lira está aliado à candidatura de JHC, enquanto Renan Calheiros integra o grupo político de seu filho, Renan Filho (MDB), candidato ao governo.

Resultado não permite afirmar que Marina seja a única capaz de derrotar Renan

Embora os números mostrem Marina em empate técnico com Renan Calheiros, a pesquisa não permite afirmar que ela seja a única candidata capaz de derrotá-lo.

O levantamento apresenta três nomes dentro de uma faixa competitiva e possui 19% de eleitores indecisos, além de 86% que não conseguiram indicar espontaneamente um candidato. Isso deixa espaço significativo para mudanças ao longo da campanha.

Além disso, a pesquisa mede intenção de voto no momento das entrevistas, e não antecipa o resultado das urnas.

Pesquisa ouviu 804 eleitores

A Quaest realizou 804 entrevistas presenciais entre 20 e 23 de agosto de 2026, com eleitores de Alagoas com 16 anos ou mais.

O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Asa Branca Alagoas e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.

Campanha ainda está no início

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os candidatos ainda terão mais de um mês de campanha para ampliar a exposição, apresentar propostas e buscar votos.

O dado mais importante da pesquisa para a disputa pelo Senado é o alto grau de indefinição: apesar da liderança numérica de Arthur Lira e da proximidade entre Renan Calheiros e Marina JHC, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não decidiu seus dois votos.

Por isso, os 15% registrados por Marina representam um desempenho relevante no primeiro levantamento da Quaest, mas não permitem concluir que a eleição esteja definida ou que qualquer candidatura tenha vantagem definitiva.

Os resultados refletem o cenário encontrado entre 20 e 23 de agosto e podem mudar ao longo da campanha.

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