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Alagoas registra queda de 26% nos homicídios, mas 416 pessoas foram mortas no 1º semestre

Dados do Sinesp apontam 416 vítimas de homicídio doloso entre janeiro e junho; Maceió concentrou 147 registros

Foto: Reprodução

Alagoas registrou 416 vítimas de homicídio doloso no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa uma redução de 26,24% em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento indica uma média de aproximadamente duas mortes por dia no estado entre janeiro e junho. A taxa registrada foi de 25,83 vítimas por 100 mil habitantes.

Janeiro teve maior número de registros

A distribuição mensal mostra oscilações ao longo do semestre. Janeiro foi o mês com maior quantidade de vítimas, com 88 homicídios dolosos. Em fevereiro, foram 65; março registrou 60; abril teve 64; maio chegou a 74 e junho terminou com 65.

Apesar das variações, o resultado acumulado aponta redução em comparação com o ano anterior.

Os números do Sinesp são alimentados pelos estados, pelo Distrito Federal e pela Polícia Rodoviária Federal e podem sofrer atualizações conforme as bases estaduais são revisadas.

Maceió concentra maior número de mortes

Entre os municípios alagoanos, Maceió aparece com o maior número de vítimas, somando 147 registros no período.

Na sequência está Arapiraca, com 30 homicídios. Marechal Deodoro e Rio Largo contabilizaram 12 vítimas cada, enquanto Matriz de Camaragibe e Maragogi registraram dez casos cada.

Também aparecem no levantamento Palmeira dos Índios, com oito vítimas, e Porto de Pedras e Teotônio Vilela, com sete cada.

Homens representam maioria das vítimas

O recorte por sexo mostra uma diferença significativa. Das 416 vítimas registradas pelo Sinesp, 390 eram homens, enquanto 26 eram mulheres.

O cenário reforça a predominância de vítimas do sexo masculino entre os homicídios dolosos registrados no estado durante o período analisado.

Dados estaduais apresentam metodologia diferente

Os números do Sinesp não devem ser confundidos diretamente com o levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), que utiliza a classificação de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).

Pelos dados da SSP-AL, Alagoas encerrou o primeiro semestre com 431 CVLIs, o menor número para um primeiro semestre desde o início da série histórica, há 14 anos. Em comparação com os 518 casos registrados no mesmo período de 2025, a redução foi de 16,8%.

A diferença ocorre porque o CVLI reúne diferentes tipos de mortes violentas, enquanto o dado apresentado pelo Sinesp nesta matéria considera especificamente homicídios dolosos.

Queda também havia sido registrada no primeiro quadrimestre

Antes do fechamento do semestre, os dados da SSP-AL já indicavam uma tendência de redução. Entre janeiro e abril, o estado contabilizou 289 CVLIs, contra 349 no mesmo período de 2025 — uma queda de 17,2%.

O resultado também foi apontado pela Segurança Pública como o menor número registrado para um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica, em 2012.

Violência letal ainda é desafio

Apesar da redução dos indicadores, os números mostram que a violência letal continua sendo um dos principais desafios de segurança pública em Alagoas.

A concentração de ocorrências em municípios mais populosos, especialmente Maceió e Arapiraca, chama atenção para a necessidade de políticas de prevenção, investigação e enfrentamento à criminalidade.

Ao mesmo tempo, a queda registrada em diferentes bases estatísticas indica uma melhora no cenário em relação aos anos anteriores. A consolidação dos dados ao longo dos próximos meses permitirá avaliar se a tendência de redução será mantida no segundo semestre.

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