Um crime de extrema violência tem causado comoção na Colômbia e mobilizado autoridades, familiares e organizações de defesa dos direitos das mulheres. María Camila Potosí Gómez, de 21 anos, que estava grávida de oito meses, foi encontrada morta dias após desaparecer a caminho de uma consulta de pré-natal em Cali, no sudoeste do país. O caso ganhou contornos ainda mais chocantes após exames apontarem que a bebê que ela esperava não estava mais em seu corpo, levantando a suspeita de que a criança tenha sido retirada do útero da vítima e possa estar viva.
Segundo as autoridades colombianas, María Camila saiu de casa no dia 16 de julho para participar de uma consulta médica, mas nunca retornou. Preocupado com o desaparecimento, o marido registrou um boletim de ocorrência e familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais em busca de informações sobre seu paradeiro.
Corpo foi encontrado com sinais de violência
Após quatro dias de buscas, o corpo da jovem foi localizado em uma área próxima ao rio Meléndez, na região de La Buitrera, em Cali. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa colombiana, a vítima apresentava múltiplos ferimentos provocados por arma branca, sinais de tortura e estava com mãos e pés amarrados. O corpo havia sido escondido sob lençóis e cobertores.
A necropsia trouxe uma descoberta que mudou o rumo das investigações: a bebê que María Camila carregava não estava mais em seu ventre. A informação reforçou a principal linha investigativa da Polícia e da Promotoria colombiana, que agora trabalham para localizar a criança e identificar todos os envolvidos no crime.
Mulher conhecida em programa para gestantes é investigada
Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos da jovem com vida. Ela aparece subindo na garupa de uma motocicleta conduzida por uma mulher que havia conhecido cerca de dois meses antes em um programa de apoio a gestantes vinculado ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF).
Segundo familiares, essa mulher apresentou diferentes versões sobre o que ocorreu naquele dia e passou a ser considerada uma das principais pessoas de interesse na investigação. A Polícia e a Promotoria analisam imagens de câmeras, depoimentos e demais provas para reconstruir o trajeto percorrido pela vítima antes do desaparecimento.
Família faz apelo pela bebê
A mãe da jovem, Alba Rubí Gómez, afirmou que recebeu da equipe de Medicina Legal a informação de que a bebê não estava mais no corpo da filha, o que alimentou a esperança de que a criança ainda esteja viva.
Em entrevistas à imprensa colombiana, ela fez um apelo emocionado para que qualquer pessoa que tenha informações procure imediatamente as autoridades.
A família já escolheu o nome da bebê, Alahia, e mantém a expectativa de que ela seja encontrada com vida.
População vai às ruas pedir justiça
O assassinato provocou forte repercussão em Cali. Familiares, amigos e moradores realizaram missas, vigílias e uma caminhada pelas ruas da cidade para pedir justiça e cobrar rapidez nas investigações.
Autoridades locais também manifestaram preocupação com o aumento da violência contra mulheres na região e classificaram o caso como uma das investigações prioritárias da Polícia e da Promotoria colombianas.
Investigação continua
Até o momento, nenhuma prisão havia sido confirmada pelas autoridades. A Polícia colombiana segue realizando diligências para esclarecer a motivação do crime, identificar todos os envolvidos e localizar a bebê desaparecida.
O caso segue sendo tratado como uma investigação complexa, diante da extrema violência empregada e da possibilidade de que a criança tenha sido levada com vida após o assassinato da mãe.

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