Um crime de extrema violência e que causou forte comoção em Minas Gerais segue sendo investigado pela Polícia Civil. Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, foi encontrada morta dentro da própria residência, em Cataguases, na Zona da Mata mineira, enquanto sua filha de apenas 1 ano ainda tentava mamar em seu peito. O principal suspeito é o companheiro da vítima, João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, preso horas após o crime.
O caso aconteceu na madrugada de domingo (5), no bairro Bom Pastor. Conforme informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência e encontraram Karen caída no chão da residência, já sem sinais vitais. Ao lado dela estava a bebê do casal, enquanto outro filho, de 2 anos, dormia em um dos quartos da casa. As duas crianças foram entregues aos cuidados de familiares.
Mãe de sete filhos e avó de seis netos
Karen era mãe de sete filhos e também deixava seis netos. Familiares e moradores da região relataram que ela era conhecida na comunidade e que enfrentava um relacionamento conturbado há anos.
Segundo relatos colhidos pela Polícia Militar, o suspeito costumava agredir a companheira e as discussões entre o casal eram frequentes. Familiares também afirmaram que episódios de violência doméstica já haviam sido registrados anteriormente. Há informações de que Karen chegou a obter medidas protetivas no passado, mas elas teriam sido revogadas posteriormente a pedido da própria vítima.
Suspeito teria confessado o crime antes da prisão
De acordo com as investigações, após o assassinato João Vitor Silva Coleta da Matta teria telefonado para familiares dizendo que havia cometido um “erro grave”. Em seguida, fugiu do imóvel.
Horas depois, policiais militares e civis realizaram buscas e conseguiram localizá-lo. No momento da abordagem, ele teria confessado o crime aos policiais. Entretanto, durante o depoimento formal na delegacia, optou por permanecer em silêncio, direito garantido pela legislação brasileira. A prisão em flagrante foi ratificada, e ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Perícia aponta morte por estrangulamento
Os primeiros levantamentos da perícia indicam que Karen morreu por asfixia provocada por estrangulamento. A Polícia Civil informou que o inquérito busca esclarecer toda a dinâmica do crime, além da motivação e das circunstâncias que antecederam o feminicídio.
Até o momento, a defesa do suspeito não havia se manifestado sobre o caso.
Caso reforça alerta sobre violência contra a mulher
A morte de Karen reacendeu o debate sobre a violência doméstica e o feminicídio no Brasil, especialmente em casos marcados por histórico de agressões. A presença das duas crianças dentro da residência durante o crime também chamou a atenção das autoridades e da população pela gravidade da situação.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso para concluir o inquérito e reunir todos os elementos que serão encaminhados à Justiça.

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