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Alcolumbre adia votação da PEC 6×1 para depois do recesso e evita definir prazo

Presidente do Senado defende debate aprofundado e reunião com Erika Hilton nesta quarta (30); audiência pública sobre a proposta ocorre no plenário

Foto: Reprodução

Brasília (DF) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados por um de descanso) antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.

A informação foi confirmada por interlocutores próximos ao senador, que afirmam que Alcolumbre pretende ouvir o governo federal e construir um consenso, mas evita cravar qualquer prazo para a tramitação da proposta.

Audiência pública e reunião com Erika Hilton

Apesar do adiamento da votação, o debate avança nesta quarta-feira (30). O Senado realiza uma audiência pública sobre a PEC no plenário da Casa, com a participação de representantes de trabalhadores, empresários e especialistas em direito trabalhista.

Na mesma data, Alcolumbre se reúne com a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora original da PEC na Câmara dos Deputados. O encontro é visto como uma tentativa de alinhar os próximos passos da proposta no Senado.

Desde que o texto chegou à Casa, Alcolumbre defende que a PEC seja debatida com profundidade, e não tratada apenas como uma ratificação do que foi aprovado pela Câmara.

Atividades remotas até o recesso

Segundo relatos de senadores, Davi Alcolumbre também informou que as atividades legislativas ocorrerão de forma remota até o recesso, o que reduz o espaço para votações de temas considerados sensíveis, como a PEC 6×1.

A decisão de adiar a votação agradou parte da base governista e setores empresariais, que pedem mais tempo para análise do impacto da proposta na economia e no mercado de trabalho. Já movimentos sociais e sindicatos criticam o adiamento e cobram celeridade na tramitação.

O que diz a PEC 6×1

A PEC propõe o fim da escala de trabalho 6×1, substituindo-a por modelos que garantam ao menos dois dias de descanso semanal. A proposta ganhou forte repercussão nas redes sociais e nas ruas, com manifestações de apoio e defesa por parte de trabalhadores e entidades sindicais.

Na Câmara, o texto foi aprovado após intensa negociação. No Senado, porém, enfrenta resistência de setores mais conservadores e de representantes do empresariado, que alegam aumento de custos e dificuldades operacionais.

Próximos passos

Após o recesso parlamentar, a expectativa é que Alcolumbre retome as negociações com o governo e com os líderes partidários. Não há, até o momento, data definida para a votação em plenário.

A reportagem continuará acompanhando o andamento da proposta.

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