quarta-feira , 10 junho 2026
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Funcionário do IML é preso suspeito de usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil

Atendente de necrotério é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios

Foto: Reprodução e Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos

Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente suspeito de usar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil para a própria conta bancária. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

A vítima morreu após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas, em Santos, na madrugada do dia 15 de maio. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o motociclista teria perdido o controle da direção e colidido contra um poste de iluminação. Após o acidente, o corpo foi encaminhado ao IML da cidade.

A suspeita surgiu dias depois, quando a esposa da vítima foi ao banco para encerrar a conta do marido e percebeu uma movimentação financeira feita em um horário em que ele já estava morto. Ao verificar os dados da transferência, a mulher identificou que o valor havia sido enviado para uma conta ligada a um funcionário do IML.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 3º Distrito Policial de Santos, o corpo do motociclista teria chegado ao Instituto Médico Legal por volta das 3h26. Já o Pix, segundo comprovante apresentado pela família, foi realizado às 6h49, antes mesmo do reconhecimento formal do corpo pelos familiares.

A viúva também relatou à polícia que o celular do marido foi entregue danificado e com aparência de estar quebrado. Além disso, ao acessar o aparelho, ela teria percebido a ausência de mensagens e mídias no WhatsApp, o que levantou suspeitas de possível manipulação do equipamento após a morte.

Com base nas informações apresentadas pela família, o caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, que apura a conduta do servidor. O investigado é suspeito dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Corregedoria. Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica afirmou que acompanha o caso e reforçou que não compactua com desvios de conduta, adotando as medidas administrativas e disciplinares cabíveis sempre que irregularidades são identificadas.

Até o momento, a defesa do suspeito não havia sido localizada para comentar o caso. As investigações seguem em andamento para esclarecer como o aparelho foi acessado, se houve tentativa de apagar provas e se outras pessoas podem ter participado da ação.

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