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Tragédia nas Maldivas: cinco mergulhadores italianos morrem em expedição no Atol de Vaavu

Expedição de mergulho nas Maldivas termina em tragédia com cinco italianos mortos e operações de resgate complexas

Da esquerda para a direita Muriel Oddenino, Federico Gualtieri, Monica Montefalcone, Gialunca Benedetti e Giorgia Sommacal, mergulhadores italianos que morreram nas Maldivas - Reprodução N1 Alagoas via Facebook/University of Genoa/Albatros Top Boat/Instagram
Da esquerda para a direita Muriel Oddenino, Federico Gualtieri, Monica Montefalcone, Gialunca Benedetti e Giorgia Sommacal, mergulhadores italianos que morreram nas Maldivas - Reprodução N1 Alagoas via Facebook/University of Genoa/Albatros Top Boat/Instagram

Maldivas – Uma expedição de mergulho em águas profundas terminou em tragédia para cinco mergulhadores italianos no Atol de Vaavu, nas Maldivas. O acidente ocorreu na quinta-feira (14), quando o grupo explorava uma caverna subaquática durante uma expedição a bordo do navio Duke of York.

Quem eram as vítimas

Entre os mortos estão o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, a professora associada de ecologia da Universidade de Gênova Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino. O grupo estava acompanhado de cerca de 20 cidadãos italianos, que não se envolveram no acidente.

A operação de resgate

O corpo de Benedetti foi encontrado primeiro na entrada da caverna, indicando que os demais estavam mais profundamente na formação subaquática. As autoridades das Maldivas iniciaram uma operação de resgate que revelou a complexidade e o perigo do local, onde as profundezas chegam a 70 metros, quase a altura de um prédio de 20 andares.

Durante a missão de recuperação, um mergulhador militar sênior, o sargento Mohamed Mahudhee, de 43 anos, morreu devido a doença descompressiva, causada pela rápida mudança de pressão ao emergir das profundezas. O episódio reforça os riscos de mergulhos em cavernas submersas, mesmo para profissionais altamente treinados.

Desafios da missão

As equipes utilizaram cilindros de gás especializados, capazes de reciclar o ar, e scooters subaquáticas para ampliar o tempo de permanência na água. Além disso, especialistas da Divers Alert Network (DAN) participaram do planejamento estratégico da operação, garantindo protocolos de segurança rigorosos.

Segundo Laura Moroney, CEO da DAN, cada mergulho foi limitado a cerca de três horas, e a decisão de prosseguir ou interromper a operação dependia das condições de corrente e da segurança da caverna.

Histórico do local

O Atol de Vaavu é conhecido por suas correntes fortes e passagens estreitas, o que aumenta significativamente os riscos para mergulhadores, mesmo experientes. Especialistas alertam que acidentes semelhantes já ocorreram na região, reforçando a necessidade de precaução máxima.

Apoio às famílias

A Cruz Vermelha prestou assistência psicológica aos 20 sobreviventes a bordo do navio. Autoridades italianas e maldivas permanecem em contato com os familiares das vítimas, prestando suporte emocional e informações sobre a operação de resgate.

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