quarta-feira , 11 março 2026
Lar Internacional Presidente do Equador, Daniel Noboa, sofre atentado durante evento em meio a protestos
InternacionalÚltimas notícias

Presidente do Equador, Daniel Noboa, sofre atentado durante evento em meio a protestos

O veículo oficial foi atingido por disparos e pedras durante passagem pela província de Cañar; Noboa não ficou ferido.

Foto: X/Presidência do Equador

O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de um atentado na manhã desta terça-feira (7), enquanto chegava a um evento na província de Cañar, região central do país. O governo confirmou que o carro em que o chefe de Estado estava foi atingido por tiros e pedras, mas ele saiu ileso.

De acordo com a ministra de Energia, Inés María Manzano, o ataque foi promovido por uma multidão estimada em cerca de 500 pessoas e é tratado oficialmente como uma tentativa de assassinato. Cinco suspeitos foram presos.

“Atirar contra o carro do presidente, jogar pedras, danificar patrimônio do Estado — isso é crime. Não vamos permitir isso”, declarou a ministra.

Imagens divulgadas pela Presidência mostram janelas quebradas e o para-brisa do veículo trincado. Um vídeo gravado de dentro do carro registra o momento em que manifestantes lançam pedras contra a comitiva presidencial.

Em comunicado, o governo informou que os detidos responderão pelos crimes de terrorismo e tentativa de homicídio, e confirmou o registro formal da denúncia sobre a tentativa de assassinato contra Noboa.

O episódio ocorre em meio a uma onda de protestos liderados pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se intensificaram após o governo anunciar o fim do subsídio do diesel, elevando o preço do combustível de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (aproximadamente de R$ 9,60 para R$ 15).

As manifestações, iniciadas em 22 de setembro, já deixaram um morto, cerca de 150 feridos e 100 pessoas presas, segundo dados oficiais e de organizações civis. Diante da escalada de violência, Noboa decretou estado de exceção por 60 dias em 10 das 24 províncias do país.

A Conaie, no entanto, acusa o governo de repressão e uso desproporcional da força contra os manifestantes, afirmando que o decreto “militariza os territórios indígenas”. A entidade também reivindica a redução do IVA de 15% para 12%, além de maiores investimentos em saúde e educação públicas.

O presidente Noboa, por sua vez, tem classificado parte dos protestos como “atos terroristas”, afirmando que há criminosos infiltrados, inclusive ligados à quadrilha venezuelana Tren de Aragua — embora não tenha apresentado provas.

O aumento dos combustíveis é um tema recorrente de instabilidade no país. Situações semelhantes já provocaram grandes protestos em 2019 e 2022, durante os governos de Lenín Moreno e Guillermo Lasso.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Secretaria de Saúde investiga caso suspeito de meningite em escola privada no Farol

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) informou, no início da...

Moto roubada é recuperada durante patrulhamento no bairro Manoel Teles, em Arapiraca

Uma motocicleta com registro de roubo foi recuperada pela Polícia Militar na...

Prévia do Pinto da Madrugada altera tráfego na orla de Maceió no sábado e domingo

O tradicional desfile do Pinto da Madrugada, reconhecido como Patrimônio Imaterial da...

MP de São Paulo recebe denúncia de homofobia contra participante do BBB

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu, nesta quarta-feira (4), uma...