A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) uma operação para desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes em concursos públicos em pelo menos três estados do Nordeste. Três pessoas foram presas e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Alagoas, Pernambuco e Paraíba.
Com o apoio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a Polícia Federal executou a Operação Última Fase, com o objetivo de barrar o avanço de um esquema que manipulava resultados de concursos públicos de grande abrangência. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além de medidas como o afastamento de servidores de cargos públicos e o bloqueio de bens.
A ofensiva policial atingiu diretamente fraudes identificadas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) deste ano, além de seleções das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, da Universidade Federal da Paraíba, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Segundo a PF, os suspeitos operavam um esquema estruturado para beneficiar candidatos mediante métodos ilícitos, o que comprometeu a lisura dos certames.
Os alvos da investigação foram excluídos dos processos seletivos e afastados das funções públicas que porventura já ocupavam. Eles deverão responder por crimes como fraude em concurso, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
O trabalho investigativo, que contou com o apoio do Ministério Público Federal na Paraíba, faz parte de um esforço conjunto entre os ministérios da Justiça e da Gestão, com foco no fortalecimento da integridade nos concursos públicos. De acordo com a PF, novas operações do tipo podem ser desencadeadas caso outras irregularidades sejam detectadas.
A operação desta quinta-feira reforça o compromisso dos órgãos de controle em preservar a transparência e a equidade nos processos seletivos, considerados porta de entrada para o serviço público no país.

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