O sepultamento de Andréa Catharina Freitas Andrade, 49 anos, vítima de acidente de trânsito em Mangaratiba (RJ), virou um drama para a família alagoana. O corpo que chegou a Maceió para o funeral não era o dela, mas o de outra mulher envolvida na mesma colisão.
O acidente ocorreu na semana passada, na rodovia Rio-Santos, quando o carro em que Andréa viajava com o marido colidiu de frente com outro veículo. Os dois morreram na hora, assim como a motorista do automóvel que vinha no sentido contrário. Segundo familiares, as duas mulheres tinham traços físicos semelhantes, o que pode ter contribuído para a confusão.
Após o recolhimento dos corpos, todos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, onde teria ocorrido o erro na liberação. Andréa acabou sendo enterrada em um cemitério no Rio por engano, enquanto o corpo da outra vítima foi enviado para o Instituto Médico Legal de Alagoas.
O irmão de Andréa, Alexandre Bosco, contou que não teve acesso ao corpo durante o processo de traslado e foi informado de que a identificação havia sido feita por meio de impressões digitais. A troca só foi descoberta no momento do funeral, em Maceió. “Elas até têm alguns traços parecidos, mas de cara nós já identificamos que não se tratava da minha irmã”, disse.
Natural do Rio de Janeiro, Andréa foi criada em Alagoas e havia retornado ao estado natal há cerca de seis meses, após se casar com um policial militar reformado.
A família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Rio e entrou com pedido judicial para a exumação do corpo. “O processo está muito lento, mesmo com toda a documentação já entregue. Estamos aguardando uma decisão da Justiça para conseguir dar a ela o sepultamento que merece”, lamentou Alexandre.
Até a última atualização, o IML de Angra dos Reis não havia se manifestado sobre o caso.

Deixe um comentário