quarta-feira , 11 março 2026
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“Sniper do tráfico” é condenado por morte de PM da Rota e três tentativas de homicídio, em Guarujá

Réu foi sentenciado por homicídio, tentativa de homicídio, associação para o tráfico e posse de insumos. Dois outros acusados foram julgados no mesmo processo.

Reprodução

Apontado como autor do disparo que matou um policial da Rota em operação no litoral paulista, Erickson David da Silva, conhecido como “Deivinho”, foi condenado a 45 anos e 2 meses de prisão por quatro crimes. A defesa alega que ele é inocente e que nunca sequer teve acesso a armas de precisão.

Erickson David da Silva, 30 anos, conhecido como “Deivinho” e identificado por investigadores como “sniper do tráfico”, foi condenado a mais de 45 anos de prisão pela morte do soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Patrick Bastos Reis, ocorrida em 27 de julho de 2023, durante uma operação policial na comunidade Vila Zilda, em Guarujá (SP).

A sentença, publicada em 29 de agosto, foi assinada pelo juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, e incluiu, além do homicídio do PM, três tentativas de homicídio contra outros agentes, associação para o tráfico e posse de insumos para produção de drogas. A pena foi agravada devido aos antecedentes criminais de Deivinho.

Durante o patrulhamento, o soldado Reis foi atingido no peito por um disparo de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos. Dias depois, a polícia localizou uma pistola 9 mm e munições do mesmo calibre escondidas em um beco na Vila Júlia, também em Guarujá. A arma foi atribuída a Deivinho, que acabou preso.

Outro policial, Fabiano Marin, também foi atingido durante a mesma ação e sofreu graves lesões na mão esquerda, fato citado na decisão judicial. A operação provocou forte repercussão e foi seguida pela chamada Operação Escudo, que mobilizou cerca de 600 policiais e resultou em pelo menos 28 mortes em ações no litoral paulista.

Além de Deivinho, outros dois homens foram julgados no mesmo processo. Kauã Jazon da Silva, irmão do principal acusado, foi condenado por associação ao tráfico, mas poderá responder em liberdade. Já Marco de Assis Silva, conhecido como “Mazaropi”, foi absolvido. Apesar disso, a Polícia Civil mantém o entendimento de que ambos estavam no local do crime e nada fizeram para impedir a ação.

A advogada de defesa, Karina Renata Rodrigues, questionou duramente a acusação. Segundo ela, Deivinho é dependente químico e trabalhava como olheiro da comunidade em troca de R$ 50 por dia e porções de entorpecentes. “Ele nunca usou uma arma de precisão. Não é sniper. Não há provas técnicas que o liguem ao disparo que matou o soldado”, afirmou.

Karina também é responsável pela defesa de Kauã e afirmou que a situação do irmão é ainda mais grave. “Ele é mais dependente que Deivinho, conhecido na comunidade por seu estado de vulnerabilidade. Nunca teve envolvimento com organização criminosa ou qualquer arma”, declarou.

Atualmente, Erickson está custodiado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade de segurança máxima que abriga integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e presos considerados de altíssima periculosidade. A defesa promete recorrer da sentença.

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