Um homem foi detido na tarde deste domingo (31), no bairro da Pajuçara, em Maceió, após uma abordagem policial que terminou em confusão e denúncias de uso excessivo da força. O caso, que ocorreu em frente à Igreja Imaculada, foi registrado por moradores e fiéis, que contestam a versão da polícia e alegam que o suspeito foi agredido injustamente.
De acordo com o Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), a guarnição realizava patrulhamento de rotina quando identificou um homem em atitude considerada suspeita, que teria tentado fugir ao notar a aproximação dos agentes. Ainda segundo o Boletim de Ocorrência, o suspeito teria colocado a mão na cintura, levando os policiais a realizar a abordagem.
Durante a ação, os militares alegam que o homem resistiu à ordem de parada, desacatou os agentes com xingamentos e chegou a agarrar o colete de um policial. Diante disso, foi necessário o uso de algemas para contê-lo. O homem foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica e, em seguida, conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado por desacato, resistência e desobediência.
Por outro lado, o episódio gerou revolta entre fiéis que participavam de uma missa na igreja próxima. Imagens registradas por uma das presentes mostram o momento em que um policial, supostamente, dá um tapa no rosto do homem, gerando reações imediatas da comunidade local.
“Meu Deus, deram um tapa na cara dele. Misericórdia”, disse uma mulher durante a gravação. Outro morador afirmou que o homem é conhecido na região por trabalhar como vigia de carros. “Ele é do bem, é quem olha os carros da gente aqui. Todo mundo conhece”, afirmou.
A cena provocou questionamentos de várias pessoas no local. “Policial, o que foi que aconteceu? Fale pra gente”, insistiu uma fiel. “Isso é excesso de poder”, acrescentou outra testemunha.
As imagens, que circulam nas redes sociais, colocam em dúvida a versão oficial da PM e reacendem discussões sobre o uso da força policial em abordagens de rotina, especialmente contra pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Até o momento, a Polícia Militar de Alagoas não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia de agressão registrada no vídeo. O caso deve ser apurado pela Corregedoria da corporação, caso haja abertura de investigação.

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