A derrota do CSA para a Ponte Preta, na noite dessa segunda-feira (25), foi seguida por uma série de atos violentos em Maceió. Em diferentes pontos da cidade, torcedores foram espancados e um ônibus do transporte público foi apedrejado, em mais um episódio de barbárie relacionado ao futebol alagoano.
A capital alagoana viveu mais uma noite marcada pela violência envolvendo torcidas organizadas. No bairro do Farol, um adolescente de 17 anos foi surpreendido por três motociclistas enquanto caminhava pela calçada. Ele foi espancado com socos e chutes, e só deixou de ser agredido após entregar a camisa do time que vestia aos agressores. A cena foi registrada por câmeras e circula nas redes sociais.
Em outro ponto da cidade, um torcedor do CSA foi cercado por um grupo de homens em motocicletas e agredido brutalmente. Imagens mostram a vítima sendo arrastada pela rua e golpeada com um pedaço de madeira, além de ser alvo de diversos chutes e socos. Assim como no primeiro caso, a violência só cessou após a vítima entregar sua camisa do time.
No bairro do Benedito Bentes, um ônibus do transporte coletivo também foi alvo de vandalismo. De acordo com relatos, o coletivo transportava torcedores do CSA e foi interceptado por um grupo rival, que o atacou com pedras. As janelas foram quebradas, gerando pânico entre os passageiros.
Apesar da gravidade dos casos, até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil informou que está analisando os vídeos para tentar identificar os envolvidos, e pede a colaboração da população. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia, através do número 181.
Esse é, ao menos, o quarto episódio de violência entre torcidas registrado em Maceió nos últimos dois meses. No início de julho, um homem foi espancado no bairro de Jaraguá por vestir a camisa do CSA. Já em agosto, após a eliminação do CRB na Copa do Brasil, houve confusão na Santa Amélia. Poucos dias depois, o empate entre CSA e Ituano, no Estádio Rei Pelé, resultou em tumulto nas arquibancadas e confronto com a Polícia Militar.
A sequência de episódios reacende o debate sobre a atuação das torcidas organizadas e o papel das autoridades na prevenção à violência nos eventos esportivos e no entorno deles.

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