Um laticínio clandestino foi interditado nesta semana em Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas, após fiscais flagrarem a fabricação de queijos dentro de uma betoneira enferrujada e em condições insalubres, com forte mau cheiro e presença de moscas.

A ação foi conduzida pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco de Alagoas, que constatou uma série de irregularidades sanitárias e ambientais. Além de operar sem licença, o local utilizava produtos químicos proibidos para adulterar a produção de queijos, entre eles peróxido de hidrogênio a 10% (água oxigenada), substância que pode causar graves danos à saúde quando ingerida.
O Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) aplicou autos de infração, embargou as atividades e identificou despejo de resíduos diretamente no solo, ausência de manifesto de transporte de resíduos e armazenamento irregular de madeira nativa. Já a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Adeal) apreendeu e inutilizou os queijos produzidos, diante do risco à saúde do consumidor.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/AL) também autuou o estabelecimento pela falta de registro e de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), exigida para produtos de origem animal. O Conselho Regional de Química (CRQ) reforçou a denúncia da fraude química.
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) conduziu o responsável à Central de Flagrantes de Arapiraca, onde a Polícia Civil registrou prisão em flagrante pelo crime de poluição e lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por falta de licença ambiental e posse irregular de madeira.

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