A Braskem comunicou à Algás que irá encerrar, em janeiro de 2026, as atividades da Unidade de Cloro Sódio, localizada no Pontal da Barra, em Maceió. A decisão acende um alerta na empresa de economia mista, que marcou para 15 de agosto uma reunião para analisar riscos e eventuais impactos da medida.
O anúncio foi feito pela Braskem à direção da Gás de Alagoas S.A. (Algás) e confirmado por fontes do setor energético. A unidade, que funciona desde 1976, é responsável pela extração de sal-gema, atividade diretamente ligada à produção de cloro e soda cáustica.
Em comunicado interno, o presidente da Algás, José Ediberto de Omena, determinou a elaboração de um estudo técnico sobre as implicações do encerramento. A apresentação do documento está prevista para ocorrer na reunião do dia 15 de agosto, quando serão discutidas alternativas e estratégias para minimizar eventuais prejuízos.
A relação entre as empresas já foi marcada por acordos de indenização. Após o afundamento do solo em bairros de Maceió, que levou à desocupação de diversas áreas, a Braskem e a Algás firmaram um acerto de R$ 20 milhões pela desativação de estruturas no fim de 2023 — incluindo um gasoduto de aço de 7,4 quilômetros e uma rede de polietileno de alta densidade de 6,4 quilômetros que passavam pelas regiões afetadas.
Para garantir o abastecimento, a Algás inaugurou, em julho de 2024, um novo gasoduto de 18 quilômetros. A expectativa é que a análise técnica a ser apresentada em agosto aponte soluções para possíveis ajustes na rede e na operação da companhia diante do encerramento das atividades da unidade da Braskem.

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