Durante uma manifestação realizada na orla de Maceió neste domingo (3), deputados federais, estaduais e lideranças conservadoras criticaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defenderam a anistia para os condenados pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A mobilização, marcada por chuva e discursos inflamados, reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e parlamentares da direita alagoana. O principal alvo das críticas foi o Supremo Tribunal Federal, acusado por participantes de “extrapolar suas funções” e promover punições desproporcionais.
Entre os discursos mais incisivos, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) afirmou que o Judiciário brasileiro atua com viés político. “A gente apela para que outros países reconheçam essa situação. Aqui dentro, o Congresso não reage como deveria”, disse o parlamentar.
Já o deputado federal Alfredo Gaspar (União) declarou que “o Brasil não vive uma democracia” e criticou duramente a atual gestão federal: “Chega de corrupção e safadeza na nação”.
O vereador por Maceió Leonardo Dias (PL) apontou o que considera desequilíbrios nas penas aplicadas pela Justiça aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Quem matou pegou 17 anos. Quem só esteve em Brasília sem quebrar nada, pegou 14. Isso é vingança, não justiça”, declarou.
Também presente no ato, o deputado federal Fábio Costa (PP) ressaltou que a manifestação representa a resistência de pautas conservadoras no país. “Não desistimos da liberdade e vamos continuar denunciando os abusos”, afirmou.
O evento foi encerrado com gritos de “Fora Lula” e pedidos de “pacificação nacional” por meio da anistia aos condenados dos atos antidemocráticos. Os participantes também cobraram um posicionamento mais firme do Congresso Nacional diante do que classificaram como “excessos do STF”.
Embora o ato tenha reunido lideranças públicas, não houve incidentes registrados até o momento. Nenhum representante do governo federal se pronunciou oficialmente sobre a manifestação.

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