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Autor de feminicídio contra gari é preso com a arma usada no crime ao tentar fugir em Teotônio Vilela

Elias foi localizado pela polícia ao tentar retornar para casa e recolher pertences antes de fugir; ele confessou o crime e permanece preso.

Foto: reprodução

Elias, acusado de assassinar a ex-companheira Adjane Araújo da Silva, foi preso na noite de sábado (2), menos de 24 horas após o crime. Ele foi localizado no momento em que tentava pegar seus pertences para deixar o estado. A vítima, que trabalhava como gari, foi morta com três disparos em plena luz do dia.

Um dos casos mais recentes de feminicídio em Alagoas teve desfecho rápido graças à mobilização das forças de segurança e ao apoio da população. Elias, ex-companheiro da vítima Adjane Araújo da Silva, foi preso na noite do último sábado (2), acusado de ter executado a mulher com três tiros enquanto ela trabalhava como gari na cidade de Teotônio Vilela.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, o homem foi localizado ao retornar para sua residência com a intenção de recolher pertences e fugir do estado. No momento da prisão, ele ainda portava a arma de fogo utilizada no assassinato. Após ser conduzido à delegacia, Elias confessou o crime e segue sob custódia da Polícia Civil, à disposição da Justiça.

A captura foi possível graças a uma operação conjunta envolvendo a Delegacia de Homicídios da 6ª Região, a Unidade de Atendimento ao Local de Crime (UALC 3), a 10ª Companhia da Polícia Militar e a Guarda Municipal de Teotônio Vilela. Informações anônimas repassadas por moradores ajudaram a polícia a localizar o suspeito rapidamente.

As investigações indicam que o crime foi premeditado. Elias já havia protagonizado episódios de violência contra Adjane anteriormente, o que levou a vítima a solicitar uma medida protetiva. Mesmo assim, foi surpreendida por ele enquanto exercia seu trabalho, sendo atingida por três tiros em via pública.

O caso reacende o alerta sobre a necessidade de medidas mais eficazes de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e destaca o papel da denúncia como ferramenta essencial para interromper ciclos de agressão.

A Justiça deve agora analisar os próximos passos do processo, enquanto Elias permanece preso. Familiares e colegas de Adjane cobram justiça e reforçam o pedido por mais segurança para mulheres em situação de risco.

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