quarta-feira , 11 março 2026
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Falta de professores e obras paradas geram protestos em escolas da rede estadual

Grêmios estudantis escancaram os efeitos da falta de professores e da paralisação de obras em escolas de Alagoas; sindicato apoia mobilização.

Foto: Reprodução

Grêmios estudantis de escolas da rede estadual de Alagoas tornaram públicas denúncias sobre problemas estruturais e pedagógicos que, segundo os estudantes, têm comprometido o direito à educação. As manifestações foram apoiadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), que reforçou as críticas feitas pelos alunos.

Em meio a um cenário de instabilidade na rede estadual de ensino, estudantes têm se mobilizado para denunciar o que chamam de “colapso silencioso” na educação pública alagoana. Falta de professores, paralisação de obras e aulas irregulares são algumas das queixas expostas por grêmios estudantis de diferentes escolas.

Na Escola José Enoque de Barros, o Grêmio EJEB afirmou que a ausência frequente de docentes compromete seriamente o ano letivo, sobretudo para alunos do 3º ano do ensino médio, que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em vídeo publicado nas redes sociais, os estudantes pedem atenção urgente às demandas da escola.

“A educação está em crise. […] Gravamos este vídeo como forma de protesto, alerta e pedido de socorro. Queremos educação de qualidade, professores valorizados e um futuro digno”, diz a nota do grêmio.

Situação semelhante é relatada por estudantes da Escola Estadual Bráulio Cavalcante, onde, segundo o Grêmio EEBC, as aulas estão prejudicadas há mais de um ano devido à paralisação de obras de reforma. Em comunicado publicado nas redes sociais, o grupo afirma que, apesar de compreender a mobilização dos professores por melhores condições de trabalho, os alunos seguem sem perspectiva de regularização do calendário letivo.

“A educação precisa voltar a andar. Precisamos de uma resposta. De uma solução”, destacaram.

O Sinteal compartilhou os protestos e reforçou que os impactos da atual crise na educação estadual não se limitam à categoria dos profissionais, mas atingem diretamente o cotidiano escolar e o futuro dos jovens.

Segundo o sindicato, as dificuldades enfrentadas pelas escolas são reflexo de políticas de desvalorização da educação pública, que incluem a ausência de reajustes salariais, cortes de recursos e atrasos na manutenção da infraestrutura.

Até o momento, o governo do estado não emitiu nenhum posicionamento oficial sobre as reivindicações dos estudantes. Representantes dos grêmios afirmam que pretendem continuar mobilizados até que medidas concretas sejam adotadas.

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