Após uma sequência de seis partidas sem vitória na Série B, o clima de insatisfação tomou conta do ambiente no CRB. Pressionado pela torcida, o executivo de futebol Ari Barros concedeu entrevista nesta quinta-feira (24) para comentar o momento delicado do clube, justificar a demora na chegada de reforços e defender o centroavante Mikael, alvo de críticas pelo baixo rendimento.
Diante do mau desempenho da equipe na Série B e das constantes cobranças da torcida, Ari Barros afirmou que as contratações realizadas desde sua chegada foram bem avaliadas, mesmo que os resultados ainda não tenham aparecido em campo. Para o dirigente, o futebol não é uma ciência exata, e os reforços precisam de tempo para render.
“A gente trouxe atletas com histórico vencedor, protagonistas em outros clubes. Mas não existe fórmula mágica. É preciso um processo de adaptação. O jogador não vira artilheiro do dia para a noite”, explicou.
Um dos pontos mais abordados na coletiva foi a situação de Mikael, centroavante contratado para substituir Anselmo Ramon. O executivo admitiu que o jogador chegou em condição física muito abaixo do ideal, mas defendeu a aposta, ressaltando o lado humano da decisão.
“Ele chegou praticamente como um ex-atleta, mas sabíamos disso. Não representaria um prejuízo financeiro se não desse certo. Estou tentando recuperar um ser humano, um pai de família. E ele tem evoluído. Se continuar assim até o fim do contrato, eu estarei satisfeito”, afirmou.
Com apenas um gol marcado desde que foi contratado, Mikael vem sendo cobrado por parte da torcida. Ari, no entanto, fez um contraponto e questionou a escassez de centroavantes de destaque na própria Série B.
“Qual camisa 9 está fazendo diferença na competição? O Anselmo tem cinco gols, ok, mas e os outros? O artilheiro do campeonato nem é centroavante, é um jogador de lado de campo”, argumentou.
Sobre a demora na chegada de novos reforços, o executivo foi direto ao apontar limitações orçamentárias como o principal entrave. Segundo ele, o clube trabalha com cautela para não errar nas contratações.
“O CRB não é um clube com poder de compra alto. Não temos condições de competir com salários de grandes times. Por isso, tudo leva tempo. Mas estamos no mercado e buscamos entre uma e três peças. A torcida precisa entender: pode demorar, mas é para trazer quem realmente vai ajudar”, concluiu.
O dirigente garantiu que novos nomes devem ser anunciados em breve, embora tenha reforçado que a prioridade é a precisão nas escolhas, e não a pressa.

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