A estudante trans Nefertiti de Souza utilizou as redes sociais para denunciar um episódio de transfobia ocorrido na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Em vídeo divulgado na quinta-feira (10), Nefertiti relatou que, ao emitir seu comprovante de matrícula no curso de História, percebeu que constava seu “nome morto” (nome de registro anterior à sua transição de gênero, que não corresponde à sua identidade atual).
Mídia: @nefertitis0uza/Instagram
Nefertiti afirmou que todos os documentos apresentados à universidade já estavam atualizados com seu nome civil atual e questionou como o comprovante pôde conter o nome anterior. “Na plataforma digital da universidade, aparece meu nome correto, mas na emissão da matrícula, aparece o meu ‘nome morto’. Isso parece uma tentativa de desrespeitar a lei”, desabafou a estudante.
A estudante ainda ressalta em segundo vídeo postado nas redes sociais: “Não é só por conta do nome, porque a universidade mais uma vez está provando que todas as lutas, tudo que a gente faz, todas as mobilizações, não são pra nada. Até mesmo o que a própria universidade faz, como fez mês passado de postar sobre o mês da diversidade e a inclusão, é mentira, não existe, é uma invenção pra gente viver contente achando que existe alguma coisa, que existe felicidade, que existe futuro.”
Mídia: Mídia: @nefertitis0uza/Instagram
O caso repercutiu nas redes sociais e mobilizou um grupo que organizou um protesto para a tarde desta sexta-feira (11) em frente à Ufal, cobrando uma resposta da instituição. Até o momento, a universidade afirmou não ter recebido nenhuma notificação oficial sobre o incidente.
Em nota, a Ufal explicou que a mudança para o nome social deve ser solicitada junto ao Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA), órgão responsável por gerenciar os dados dos estudantes. A instituição ainda não se posicionou oficialmente sobre a ocorrência relatada por Nefertiti.

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