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Representante da População de Rua contesta governo de Alagoas e destaca atuação da Prefeitura de Maceió

Vídeo publicado por Rafaelly Machado aponta que a operação de apoio às famílias em situação de rua na Praça Sinimbu foi conduzida exclusivamente pela gestão municipal, por meio do programa Praça é Massa.

Foto: Rafaelly Machado

Rafaelly Machado, representante do Movimento da População de Rua em Alagoas, usou as redes sociais na última quinta-feira (10) para esclarecer que a retirada de famílias da Praça Sinimbu, no Centro de Maceió, foi uma ação liderada exclusivamente pela Prefeitura, contrariando declarações que atribuíam a operação ao Governo do Estado.

Mídia: @rafaelly_machadoo no instagram

No vídeo publicado, Rafaelly critica diretamente o Estado de Alagoas, afirmando que o Estado não participou das ações de acolhimento às pessoas em situação de rua removidas da praça. Segundo ela, toda a articulação foi conduzida pelo município, sob a gestão do prefeito JHC (PL), por meio do programa Praça é Massa, voltado à requalificação de espaços públicos e reintegração social.

A operação resultou na remoção de cerca de 30 famílias da Praça Sinimbu. De acordo com Rafaelly, 27 delas já receberam o auxílio-moradia disponibilizado pela Prefeitura, além de cestas básicas, colchões e kits de higiene pessoal. “O governo estadual prometeu um aluguel de R$ 800, mas até agora ninguém foi cadastrado nem recebeu qualquer suporte”, destacou.

O programa Praça é Massa envolve várias secretarias municipais e oferece não apenas auxílio financeiro, mas também oportunidades de capacitação e trabalho. Os beneficiários recebem o equivalente a um salário mínimo, são incentivados à profissionalização e são acompanhados por equipes das áreas de Saúde, Infraestrutura, Segurança Cidadã, Desenvolvimento Social e Bem-estar Animal.

Ainda segundo Rafaelly, o diálogo com a Prefeitura tem sido essencial para garantir políticas públicas mais inclusivas e efetivas. Ela ressaltou que, por meio da parceria, as famílias da Sinimbu passaram a ter acesso a iniciativas como o Programa Operacional do Trabalho (POD), que visa promover autonomia e reinserção no mercado.

Até o momento, o Governo do Estado não se pronunciou oficialmente sobre as declarações.

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